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6 curiosidades sobre a gastronomia italiana

Nessa minha viagem para a região da Emilia-Romagna eu conheci bastante da gastronomia da região e aprendi algumas curiosidades interessantes que eu não sabia. Por exemplo, você sabe a diferença entre sorvete, gelato e sorbet (de acordo com os italianos!)? E que ricota não é um queijo?

Esses aprendizados me fizeram ficar ainda mais curiosa sobre a gastronomia da região. Por isso, eu e o querido casal russo que viajou comigo, a cada visita na produção de queijo parmesão, nas aulas de culinárias, ou mesmo nos restaurantes, fazíamos milhões de perguntas. E assim, fomos aprendendo coisas diferentes sobre a gastronomia italiana.

Fiz uma listinha para vocês com aquelas que achei mais interessantes!

6 curiosidades sobre a gastronomia italiana

1- Diferença entre sorvete, gelato e sorbet:

Sorbet – é feito sem leite, a base de água

Sorvete – é feito com leite

Gelato – é o artesanal, não industrializado, é o sorvete fresco, que dura apenas alguns dias, que não pode ser congelado. É diferente do industrializado que possui conservantes e pode ficar bastante tempo no freezer.

E ai me pergunto, então todas essas lojinhas de gelatos espalhadas pelas ruas da Italia são artesanais? Sim, é o que eles dizem!

gastronomia-italiana-gelato

2- Você sabia que a ricota não é um tipo de queijo?

A ricota não é um tipo de queijo como a mussarella, parmesão, provolone, etc. Ela não é feita a partir do leite como os outros queijos, mas sim, com o soro que é parte da produção de algum outro queijo. Ou seja, ela pode ser feita com o soro da produção de parmesão ou de diversos outros queijos, por exemplo. Ela é um derivado do processo dos queijos. Por ser feita com esse soro e não com leite, ela é fresca e tem baixo teor de gordura.

gastronomia-italiana-ricotta

3- Você sabia que os italianos (pelo menos os da região da Emilia-Romagna) não comem espaguete a bolonhesa?

Eles dizem que não combina e que o bolonhesa é ideal para ser comido com o tagliatelle e pode até ser usado com algumas outras massas, mas nunca com espaguete. Sem explicações técnicas, rs, é simplesmente porque não combina mesmo!

gastronomia-italiana-bolognesa

4- Sabe quanto tempo um balsâmico bom, de qualidade, deve ficar em repouso antes de ser consumido?

No mínimo 6 anos. Mas, idealmente 25 anos! Eu fiz degustação dos balsâmicos que compramos normalmente no supermercado (que tem menos de 6 anos), e comparei com os de 6, 12 e 25 anos. É impressionante a diferença! E olha que eu não tenho um paladar muito apurado… O de 25 anos é muito mais cremoso e menos azedo.

gastronomia-italiana-balsamico

5- E o queijo parmesão, sabem porque tem esse nome?

O nome dele original, em italiano, é Parmigiano-Reggiano,  porque ele é exclusivo da região de Parma e Reggio-Emilia (e algumas cidadezinhas em volta). Quando você vê por ai queijo parmigiano que não é produzido em Parma ou região, ele não é o verdadeiro Parmigiano. Há alguns quilômetros de Parma, tem uma planicie chamada Pianura Padana. Nessa região, eles produzem um queijo muito similar ao Parmesão, que é o Grana-Padano. Mas, apesar de muito parecidos, cada um tem sua denominação, porque o nome do queijo é atrelado à região onde ele é produzido.

6- Quando fazemos alguma aula de culinária ou lemos alguma receita italiana, muitas vezes elas usam vinho branco ou tinto como ingredientes. A gente segue à risca imaginando que tem que ser com o tipo de vinho indicado na receita, mas, aprendi que usar vinho branco ou tinto depende muito mais da região onde ele está sendo feito do que do sabor que ele dá a comida. Ou seja, a mesma receita para o molho da massa pode ser feita com vinho tinto ou branco, depende do vinho típico daquela região!

Enfim, foram vários aprendizados na minha semana gastronômica na Italia! Gostaram?

Se quiserem compartilhar outras curiosidades sobre a gastronomia italiana, deixem um comentário abaixo!

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Dri Lima

Dri Lima

Adriana deixou o mundo corporativo para trabalhar com suas paixões: viagem, cultura, gastronomia. Já visitou mais de 40 países e ama descobrir lugares e pessoas especiais na sua cidade (São Paulo) ou nos lugares em que visita. É fundadora do Sabiar (www.sabiar.com), uma empresa de lazer criativo que descobre e cria experiências incríveis no Brasil e no mundo.

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