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Reflexões e dicas sobre a maternidade

Temos o poder de influenciar a saúde dos nossos filhos no futuro?

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A maternidade é uma jornada na qual mergulhamos em um mundo novo diariamente. Na fase em que estamos vivendo agora, meu filho está começando a comer papinha e frutinhas e estou aprendendo sobre a alimentação dos bebês e como isso afeta o futuro e a saúde dos adultos.

Eu não sou do tipo que devora livros e blogs sobre maternidade. Mas, gosto de saber quais são os próximos passos dessa jornada, entender as diferentes opções, conversar com as amigas.

Sempre analiso de longe o que eu concordo e discordo da maneira com que cada família cuida dos seus filhos. Tento não julgar porque sei que cada um tem suas crenças e vontades. E agora sei o quão difícil é educar uma criança que depende exclusivamente de você. Pelo menos, nos primeiros meses de vida.

Não me entendam mal, não tem certo ou errado. E não acho que temos controle sobre tudo. Mas, acho que todos nós estamos tentando fazer o que julgamos ser melhor, certo?

Enfim, esse post não é para falar do que é certo ou errado, mas sim, para dividir um conceito que eu li e achei interessantíssimo: a alimentação atrelada às emoções.

Eu li durante a gravidez o livro “Crianças francesas não fazem manha” e me identifiquei com várias partes dele. E tenho certeza que isso me influenciou a ser uma mãe calma, tranquila, desencanada. Mas, esse é um assunto para outro dia. Enfim, eu resolvi ler o outro livro da mesma autora: “Crianças francesas comem de tudo”. Para falar a verdade ainda não terminei o livro… mas, logo no começo, achei muito interessante o que ela fala sobre não atrelar comida às emoções.

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Vocês já pararam para pensar em como comemos quando estamos muito felizes, comemos quando estamos tristes, comemos para passar o tempo, comemos para nos distrairmos. E que isso, por si só, não é um problema. Mas, quando comemos por ansiedade, comemos por depressão, deixamos de comer por estética, isso passa a ser grave.

O livro comenta como criamos isso na cabeça dos nossos filhos. Quantas vezes já não vimos pais que punem, recompensam, distraem os filhos com comida?

“Se você não comer tudo, vai ficar de castigo!”

“Se você experimentar essa fruta, pode comer um brigadeiro.””

“Filho, mamãe está conversando agora. Come um pãozinho enquanto você espera.”

Soa familiar, não? Desde pequenos vamos colocando na cabeça das crianças que comida é atrelada a emoções e sentimentos. E as crianças levam isso vida a fora.

O que a autora do livro comenta é que na França os pais não associam comida a nada além da pura e simples alimentação. É uma necessidade física que deve ser suprida e ponto final. Claro, que apreciam as variedades de alimentos, a sofisticação gastronômica, os alimentos saudáveis e etc. Mas, com a simples função de alimentar e ter o prazer de comer por comer. E só!

Achei muito interessante esse conceito. Nunca tinha pensado sobre isso. Será que nós temos mesmo esse poder de influenciar esse tipo de comportamento no futuro dos nossos filhos?

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Não sei de verdade o quanto isso realmente afeta o futuro, mas cada vez mais se fala sobre o quanto tudo o que acontece nos primeiros 1000 dias de “vida” de um bebê influencia diretamente na saúde e personalidade que ele vai ter no futuro. Esses 1000 dias são contados desde a gravidez da mãe até os 2 anos de idade.

A quantidade de açúcar e sal que a criança ingere pode afetar se ela vai ou não ser diabética ou hipertensa quando adulta e o tipo de comida e quantidade que ela come pode evitar doenças crônicas… Claro, que tem também outros fatores que influenciam além da comida. Mas, sabendo que podemos “ajudar a saúde” dos nossos filhos no futuro, por que não fazer?

Também não sou do tipo radical que só vai dar comida orgânica, nunca vai deixar comer doce, etc. Acho que pequenos prazeres também fazem parte da alegria da vida no futuro e no presente. Mas, me esforço para fazer o melhor pelo meu filho.

Recentemente ouvi falar também sobre BLW (Baby-Led Weaning), um método de introdução alimentar onde o bebê entra em contato com comida sólida (em vez de papinhas) cedo e interage mais com a comida. Parece interessante, mas ainda não consegui ver vantagens que fazem valer a pena o método. Alguém já testou e quer dividir a experiência?

Enfim, para quem me conhece, sabe que eu amo comer. E desde que virei mãe, mudei alguns hábitos alimentares, passei a comer coisas que não comia antes e gosto de aprender cada vez mais sobre as diversas facetas desse tema!

Ainda estou no começo dessa jornada da maternidade e mais no começo ainda quando se trata da alimentação dos bebês. Você que é mãe ou pai de crianças maiores, como fez com a introdução alimentar? Tem alguma dica para compartilhar com relação à alimentação dos filhos?