Xplora

CategoriaReflexões

Pensamentos e ideias sobre diferentes temas do nosso dia a dia.

Sabiar: saia da sua zona de conforto!

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Não sei se vocês sabem, mas eu tenho uma empresa chamada Sabiar, de lazer criativo, que cria e vende experiências gastronômicas, culturais, de beleza e bem-estar, de esportes e atividades para crianças. A razão pela qual eu estou escrevendo sobre o Sabiar é contar que depois que comecei a trabalhar (e frequentar!) todas essas experiências, meu jeito de aproveitar a vida e a cidade onde eu moro (São Paulo), mudou completamente!.

Saia da sua zona de conforto!

Vivemos numa inércia de frequentar os mesmos lugares, comer nos mesmos restaurantes, só sair nos mesmos bairros e fazer sempre as mesmas coisas. O Sabiar me tirou da minha zona de conforto! Já aprendi tanta coisa! Fiz aula de grafite, literalmente aprendendo a usar o spray na parede, fiz tour de doces nos Jardins, conheci melhor o Centro de SP, fiz aula de brigadeiro e brownie, aprendi a fazer comida tailandesa, assisti diversos filmes com discussão sobre psicanálise e aprendi que na essência somos todos psicóticos ou neuróticos, fiz reunião com tanta gente interessante e criativa

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O dia mais marcante, para mim, até hoje foi o dia que visitei o Tour das Artes de Paraisopolis de manhã e conheci os incríveis artistas da favela. Visitei a casa deles, conversei sobre as dificuldades da vida e de ser artista, aprendi sobre o trabalho de cada um. No mesmo dia, a tarde, fui fazer uma aula de maquiagem, super cara, em um lugar bem exclusivo e especial. As duas experiências foram igualmente enriquecedoras e divertidas. Cada uma contribuiu para que eu aprendesse algo novo, conhecesse uma realidade da cidade de São Paulo, e conversasse com pessoas diferentes.

Mas, foi um dia de contrastes, que me fez mais uma vez questionar o propósito das nossas vidas, do nosso trabalho, das nossas atitudes do dia-a-dia. E é para isso que eu criei o Sabiar, para despertar esse sentimento nas pessoas. De aprender com tudo o que fazemos, de aproveitar a vida ao máximo, de descobrir coisas novas e diferentes para fazer em São Paulo, de querer melhorar como pessoa, de querer ajudar os outros e ter um impacto maior na nossas sociedade.

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Eu amo o que eu faço! E lá se vão 3 anos que trabalho com isso… Claro, que temos dias de crises, de questionamentos, de altos e baixos. Mas cada dia que passa tenho mais certeza que escolhi um caminho que fazia sentido para a minha vida.

Enfim, queria deixar o recado que a gente NÃO PRECISA saber de tudo, nem buscar o diferente, mas que quando a gente aprende e sai da zona de conforto, a vida fica muito mais interessante e divertida!

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Sobre o Sabiar

A ideia do Sabiar é proporcionar momentos de diversão e lazer e sempre com algum aprendizado diferente! Tour de fotografia pelo centro de São Paulo, aulas de culinária, cinema com discussão do tema, aula de horta, de meditação, de vinho, cerveja, e por ai vai! São mais de 300 experiências no site. São Paulo e Rio de Janeiro são as cidades com mais experiências, mas o Sabiar também está em mais de 50 cidades do mundo.

Saiba mais: www.sabiar.com

Instagram: @sabiar_online

 

Veja todas as #dicasxplora no nosso instagram: @xplorablog

Temos o poder de influenciar a saúde dos nossos filhos no futuro?

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A maternidade é uma jornada na qual mergulhamos em um mundo novo diariamente. Na fase em que estamos vivendo agora, meu filho está começando a comer papinha e frutinhas e estou aprendendo sobre a alimentação dos bebês e como isso afeta o futuro e a saúde dos adultos.

Eu não sou do tipo que devora livros e blogs sobre maternidade. Mas, gosto de saber quais são os próximos passos dessa jornada, entender as diferentes opções, conversar com as amigas.

Sempre analiso de longe o que eu concordo e discordo da maneira com que cada família cuida dos seus filhos. Tento não julgar porque sei que cada um tem suas crenças e vontades. E agora sei o quão difícil é educar uma criança que depende exclusivamente de você. Pelo menos, nos primeiros meses de vida.

Não me entendam mal, não tem certo ou errado. E não acho que temos controle sobre tudo. Mas, acho que todos nós estamos tentando fazer o que julgamos ser melhor, certo?

Enfim, esse post não é para falar do que é certo ou errado, mas sim, para dividir um conceito que eu li e achei interessantíssimo: a alimentação atrelada às emoções.

Eu li durante a gravidez o livro “Crianças francesas não fazem manha” e me identifiquei com várias partes dele. E tenho certeza que isso me influenciou a ser uma mãe calma, tranquila, desencanada. Mas, esse é um assunto para outro dia. Enfim, eu resolvi ler o outro livro da mesma autora: “Crianças francesas comem de tudo”. Para falar a verdade ainda não terminei o livro… mas, logo no começo, achei muito interessante o que ela fala sobre não atrelar comida às emoções.

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Vocês já pararam para pensar em como comemos quando estamos muito felizes, comemos quando estamos tristes, comemos para passar o tempo, comemos para nos distrairmos. E que isso, por si só, não é um problema. Mas, quando comemos por ansiedade, comemos por depressão, deixamos de comer por estética, isso passa a ser grave.

O livro comenta como criamos isso na cabeça dos nossos filhos. Quantas vezes já não vimos pais que punem, recompensam, distraem os filhos com comida?

“Se você não comer tudo, vai ficar de castigo!”

“Se você experimentar essa fruta, pode comer um brigadeiro.””

“Filho, mamãe está conversando agora. Come um pãozinho enquanto você espera.”

Soa familiar, não? Desde pequenos vamos colocando na cabeça das crianças que comida é atrelada a emoções e sentimentos. E as crianças levam isso vida a fora.

O que a autora do livro comenta é que na França os pais não associam comida a nada além da pura e simples alimentação. É uma necessidade física que deve ser suprida e ponto final. Claro, que apreciam as variedades de alimentos, a sofisticação gastronômica, os alimentos saudáveis e etc. Mas, com a simples função de alimentar e ter o prazer de comer por comer. E só!

Achei muito interessante esse conceito. Nunca tinha pensado sobre isso. Será que nós temos mesmo esse poder de influenciar esse tipo de comportamento no futuro dos nossos filhos?

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Não sei de verdade o quanto isso realmente afeta o futuro, mas cada vez mais se fala sobre o quanto tudo o que acontece nos primeiros 1000 dias de “vida” de um bebê influencia diretamente na saúde e personalidade que ele vai ter no futuro. Esses 1000 dias são contados desde a gravidez da mãe até os 2 anos de idade.

A quantidade de açúcar e sal que a criança ingere pode afetar se ela vai ou não ser diabética ou hipertensa quando adulta e o tipo de comida e quantidade que ela come pode evitar doenças crônicas… Claro, que tem também outros fatores que influenciam além da comida. Mas, sabendo que podemos “ajudar a saúde” dos nossos filhos no futuro, por que não fazer?

Também não sou do tipo radical que só vai dar comida orgânica, nunca vai deixar comer doce, etc. Acho que pequenos prazeres também fazem parte da alegria da vida no futuro e no presente. Mas, me esforço para fazer o melhor pelo meu filho.

Recentemente ouvi falar também sobre BLW (Baby-Led Weaning), um método de introdução alimentar onde o bebê entra em contato com comida sólida (em vez de papinhas) cedo e interage mais com a comida. Parece interessante, mas ainda não consegui ver vantagens que fazem valer a pena o método. Alguém já testou e quer dividir a experiência?

Enfim, para quem me conhece, sabe que eu amo comer. E desde que virei mãe, mudei alguns hábitos alimentares, passei a comer coisas que não comia antes e gosto de aprender cada vez mais sobre as diversas facetas desse tema!

Ainda estou no começo dessa jornada da maternidade e mais no começo ainda quando se trata da alimentação dos bebês. Você que é mãe ou pai de crianças maiores, como fez com a introdução alimentar? Tem alguma dica para compartilhar com relação à alimentação dos filhos?

Devo ler isto? A difícil arte de tomar decisões simples

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Será que você deveria mesmo ler este post? Por que é tão difícil decidir

Toda sexta-feira à noite é a mesma história: eu e minha esposa combinamos de assistir um filme em casa enquanto jantamos. Preparamos a comida e sentamos na frente da TV. Enquanto estou escolhendo um filme no Netflix, ela começa a jantar. Quando eu finalmente cheguei a duas opções de filme para ela escolher, ela já jantou, comeu a sobremesa e está dormindo do meu lado no sofá. Mas eu só queria escolher direito… certo?

Se você já se pegou perdendo tempo decidindo em qual restaurante ir, que filme ver no cinema ou até que marca de shampoo comprar, dois professores de marketing podem explicar o porquê.

Um deles é Jonah Berger, da Wharton School of Business, onde fiz meu MBA. Lá ele é conhecido como o professor que dá a aula (e escreveu o livro com o mesmo nome): “Contagious: Why Things Catch On” (Contagio: Porque as coisas pegam), falando sobre como funciona o marketing viral.

Jonah e Aner Sela, da universidade da Florida, publicaram um artigo sobre quando perdemos tempo para definir coisas tão banais, baseando-se em uma pesquisa realizada em 2012 (que você pode encontrar na íntegra aqui).

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“Areia movediça” é o termo que Jonah encontrou para explicar o estado em que ficamos naquela hora crucial da indecisão. Essa síndrome dolorosa da vida moderna ataca principalmente na hora de tomar as decisões mais simples. Por que justamente essas decisões são tão difíceis?

Porque caímos em uma armadilha.

Às vezes, quando nos dão opções de escolha, é fácil decidir. Você simplesmente pega o que quer, sem pensar muito. Outras vezes, começamos a comparar preços, cores, calorias… e esse é o momento quando toca um alerta no nosso cérebro: decisão importante!

Essa é a armadilha. Nosso cérebro dá o mesmo peso para uma decisão trivial que ele daria para uma decisão vital – “casar ou comprar uma bicicleta?”. De cara para a prateleira do supermercado, com tantas opções, muitos de nós consumidores associamos, lá no fundo da mente, a dificuldade de escolher o produto com a importância daquele momento.

Nós, que somos todos consumidores, gostamos de ter opções. Mas ninguém gosta de se sentir pressionado a tomar decisões rápidas ou de perder tempo definindo entre produtos muito parecidos,  acompanhamentos (vide o vídeo abaixo do Porta dos Fundos), ou serviços confusos (planos de celular?) – muitas vezes tão similares entre si que acabam por nos deixar na dúvida sobre se fizemos o melhor negócio.

A pesquisa confirma. Ao longo do tempo isso piora: nosso cérebro aprende equivocadamente que qualquer situação com abundância de opções é uma decisão importante. Ou seja, ele muda nossa percepção sobre a importância das decisões em geral. Resultado: perdemos mais e mais tempo para tomar uma decisão que antes considerávamos relativamente simples.

Um dos impactos negativos encontrados pelos pesquisadores foi a correlação entre a atividade que causa a “areia movediça” e a satisfação com essa mesma atividade. Ou seja, muitas pessoas acabam não gostando de fazer uma tarefa (ir ao supermercado, ao shopping center ou mesmo escolher um filme no Netflix), só porque elas caem nessa situação de indecisão e acabam gastando tempo e energia a mais. Então, cair nessa armadilha é uma decisão nossa, naquele momento. Hum…

Impacto nos negócios

Além do impacto social que essa paralisia gera em nossas vidas, a descoberta da pesquisa da qual falei também gera um alerta importante para os negócios: Seja simples e objetivo nas opções que você dá a seu cliente. Defina claramente a proposta de valor – o que oferece, para qual necessidade – para que o seu cliente não caia na armadilha.

Quando você acessa a página inicial do Google – quantas opções você tem? Ou você digita algo a ser buscado, ou sai – e isso facilita muito. Dessa forma simples o Google levou seu negócio a patamares muito acima dos concorrentes (lembram de Yahoo, Bing?). A própria Apple nunca oferece mais de três variações dos seus produtos – é aquilo e pronto – fácil de decidir.

Pedras coloridas

Qual delas pegar?

Quer dizer, se você é um fornecedor, fabricante, ou prestador de serviços precisa tomar algumas decisões pelo seu cliente para tornar o processo de compra mais eficiente e, ultimamente, prazeiroso.

Empurrando as decisões com a barriga…

Seth Goding, guru da nova economia, escreveu um post com uma idéia parecida. Segundo ele, muitas pessoas perdem tempo com decisões triviais por preguiça ou medo de se dedicar a escolhas “genuínas” e significativas – justamente porque estas são difíceis mesmo. Ele diz que a pior armadilha é achar que as escolhas superficiais é que são a essência do nosso trabalho. Não são! Afinal, o que é mais importante? Perder tempo escolhendo a cor do slide ou investir tempo no conteúdo da mensagem? Sem perceber, muitas vezes apenas encontramos um jeito fácil de evitar um trabalho mais difícil. Outro ponto para entrar na auto-análise…

Enquanto, no estudo, os professores se preocuparam em buscar formas de as pessoas não perderem tanto tempo com as decisões triviais, Seth Godin nos dá um alerta de como estamos priorizando decisões não relevantes em detrimento de outras mais importantes. Para mim, que sou indeciso, só o fato de ter a consciência desse efeito já me ajuda a pensar: estou caindo na armadilha? Estou me enfiando na areia movediça? Estou perdendo tempo com uma escolha besta só para adiar uma escolha difícil?

E você, também se vê preso nessa areia movediça?

Sobre janelas e bicicletas

Quanto mais a gente viaja, mais desenvolve a capacidade de olhar para os lados e perceber detalhes. Eu não sou uma pessoas detalhista, mas desde que comecei o blog, reparo muito mais em cada parte da viagem. Cada olhar, as roupas, o jeito como as pessoas pronunciam as palavras, a arquitetura ao meu redor.

Parece que cada lugar que olho sai do cenário e se destaca aos meus olhos. Desde que fiz aulas de fotografia também comecei a prestar mais atenção nos ângulos, formas e padrões. Uma mesma foto fica muito mais interessante quando vista por um ângulo que não é o que estamos acostumados. Experimente subir na cadeira ou deitar no chão para tirar uma foto. Ela passa a ter uma nova perspectiva que desperta a curiosidade de quem a vê. Listras, arcos, cores, luz, reflexos, sombras, tudo isso que antes me passava despercebido, hoje parece tão óbvio na minha paisagem. Chegar muito perto dos objetos deixa as imagens abstratas e, às vezes, até irreconhecíveis.

Estou falando tudo isso porque em maio estive na Italia, para uma viagem chamada Blogville que era de imersão cultural na região da Emilia-Romagna, onde está Bolonha, Parma, Ferrara, Modena e diversas outras cidadezinhas especiais! Nessa viagem, que eu fui sozinha, eu me envolvi muito mais com as cidades e com a cultura local do que na maioria das outras viagens que eu fiz.

Claro, que essa era a proposta do Programa Blogville, então as atividades organizadas facilitaram o processo. Mas, o que realmente fez a diferença foi viajar de mente aberta, sem preocupações, sem pré-julgamentos, sem roteiros muito fixos. Assim, eu andava pela cidade e prestava atenção em tudo. Comecei a reparar na quantidade de pessoas que andavam de bicicleta na região. Elas estão estacionadas por todos os lados.

Reparei também nas janelas. E quantas janelas! As janelas contam histórias. Você já parou para observar janelas? Olhando para elas eu ficava imaginando quem morava ali, há quanto tempo, o que cada pessoa tinha vivido. Algumas bem cuidadas, recém pintadas e com flores. Outras descascando, caindo aos pedaços.

Experimente viajar olhando cada detalhe. Viva o momento com intensidade. Não pense no próximo compromisso.

E assim, perambulando por ali, nas ruas italianas, resolvi tirar fotos de janelas e bicicletas. E aí, tudo ficou ainda mais interessante.

Ah, como eu amo a Italia!

Algumas das janelas e bicicletas que cruzaram o meu caminho

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Entrevista Juliana Lima – Ironman em Foz de Iguaçu

A entrevista de hoje é com a minha irmã, Juliana Lima, que na semana passada fez uma prova de meio ironman em Foz de Iguaçu e me contou todos os detalhes dessa experiência incrível. Admiro muito a coragem e determinação dela em tudo, e acho que essa prova reflete muito quem ela é e como ela encara a vida. Espero que vocês gostem da entrevista e quem sabe se animem a correr ou fazer mais exercícios!

Entrevista com Juliana Lima – Meio Ironman em Foz de Iguaçu

1- Antes de tudo, o que é o Ironman?

R: Ironman é uma prova de triatlon global. No Brasil, existem atualmente duas provas de Ironman (Florianópolis e Fortaleza) e duas provas de meio Ironman (Foz de Iguaçu e Brasilia). Uma prova de Iron é tipicamente composta por 3.800m de natação, 180km de bike e 42km de corrida. O meio Iron é exatamente metade: 1.900m de natação, 90km de bike e 21km de corrida. Uma curiosidade: se somarmos essas distâncias, teremos aproximadamente 112,5km, que equivalem a 70,3 milhas. Por isso essa prova também é conhecida como Ironman 70.3.

No último final de semana (30/08/14) eu fui para Foz com um casal de amigos queridos e meu marido (no papel de fotógrafo oficial da equipe) para fazer o 70.3 e vou contar um pouco dessa experiência incrível nesse post.

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2- Como foi o treino para se preparar para o Ironman?

R: Normalmente, quando uma pessoa decide fazer uma prova como essa, é comum contratar uma assessoria esportiva para obter orientação de especialistas. Existem muitas assessorias boas em São Paulo. Nós fizemos com a Race. Eles oferecem planilhas de treinamento, orientação e suporte nos treinos. É interessante também buscar ajuda de nutricionista porque ao longo do tempo os treinos ficam mais pesados, e também porque é importante ter uma boa estratégia de alimentação para o dia da prova (são muitas horas de exercício!).

Meu caso foi longe do ideal: como minha rotina de trabalho é meio pesada, muitas vezes eu saia tarde do banco e não conseguia acordar cedo no dia seguinte para treinar. Então me esforçava para faltar o mínimo possível ao longo da semana e compensava o que dava nos finais de semana. Um treino típico é fazer cerca de 1hr-1.5hr de exercício por dia durante a semana (alternando entre corrida, natação e bike conforme a orientação da planilha) e deixar os treinos mais longos, com transição entre os esportes, para os finais de semana.

Preciso admitir que nas últimas semanas antes da prova meus finais de semana ficaram um pouco chatos, já que as vezes o treino era de aproximadamente 5hrs no sábado e umas 3hrs no domingo. Tudo fica muito mais gostoso com companhia: amigos, respectivos, outras pessoas da equipe de assessoria… por isso, sempre vale a pena chamar alguém para ir junto, pois o tempo preparando também fica mais divertido!

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3- Qual foi a sensação ao cruzar a linha de chegada?

R: Foi emocionante, eu chorei. Como não me preparei tão bem quanto eu gostaria, eu realmente não sabia se ia conseguir terminar a prova. Para piorar, eu nunca tinha feito um triatlon na vida, e a logística não é nada simples. Depois de 7hr e 16min cruzei a linha de chegada, me sentindo muito inteira e extremamente feliz!! Meu tempo foi ruim, mas quem se importa, ne?? Meu desafio era completar a prova e meu preparo estava muito aquém do necessário. Então, foi uma alegria enorme chegar ao final.

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4- Qual foi a maior dificuldade do percurso?

R: Bom, foram várias. Eu tenho medo de nadar em locais abertos. Não gosto de água fria e sempre treino em piscina quentinha. Nadar em mar ou em represa é totalmente diferente. Fiquei assustada e um pouco desorientada no começo, não sabia para que lado nadar. Me deu medo. Minha amiga ficou um pouco comigo e logo nos separamos. Para acalmar, nadei peito nos primeiros metros e depois segui nadando crawl. De qualquer forma a natação não é a parte mais longa da prova, então passou rápido. Quando saí da água tinha certeza que iria conseguir completar a prova.

Bike também não é o meu forte. Como eu tenho preguiça da logística da bicicleta, muitas vezes treino em bike de spinning na academia. Isso me deixou pouco preparada para fazer 90km na rua e o efeito prático é que muitas pessoas me ultrapassaram.

Com isso, cheguei na maior dificuldade do percurso: fazer praticamente a prova toda sozinha, isolada da massa de atletas, com muito calor (34 graus), muito sol (e nenhuma sombra) e várias subidas no percurso. Foi a primeira edição dessa prova, então o percurso não era conhecido pelos atletas e o calor nessa época do ano surpreendeu a todos nós.

São quase 900 atletas na prova, dos quais uns 650 são classificados (ou seja não estouram tempo, desistem ou descumprem alguma regra). Eu fiquei em 595, ou seja, tinha muito pouca gente atrás de mim. Na bike eu fiquei totalmente isolada e consegui contar quantas pessoas estavam atrás de mim: só 10 atletas! Na corrida eu recuperei bem e ultrapassei umas 40-50 pessoas.  Deu uma sensação boa ultrapassar vários marmanjos com cara de super atleta e vestidos com roupas de ironman :)

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5- O que vc pensava em quanto fazia as provas?

R: Nossa, não sei se eu sei a resposta para essa pergunta… tenho a impressão que passei boa parte do tempo pensando na própria prova, tentando entender o percurso, as dificuldades ou a estratégia de alimentação. Algumas horas eu relaxava um pouco, pensava sobre as outras pessoas ou sobre questões pessoais. Mas boa parte do tempo estava concentrada na prova mesmo.

6- Tem algum curiosidade sobre a prova que você quer dividir?

R: Sim! Algumas…

Primeira coisa, não tinha música! Entre os três esportes, meu favorito é a corrida. Eu adoro ligar uma música bem alta e bem animada e correr por um tempão pensando nas outras coisas que eu tenho para fazer no dia. Além disso, ouvir música correndo sempre me ajudou a correr melhor. O ritmo da música orienta meu ritmo de corrida e camufla o som da minha respiração, me ajudando a ficar menos cansada. Quando eu descobri, na véspera da prova, que não ia poder ouvir musica, fiquei chateada. Eu já sabia que não poderia pedalar ouvindo música porque é perigoso (e proibido), mas achei que poderia correr. E na verdade o que aconteceu me surpreendeu positivamente. Corri 21k debaixo de muito sol, sem música nenhuma, e após 5hrs de exercício… e o som da minha respiração não me incomodou em nada e o silencio realmente me ajudou a ter mais concentração.

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Outro ponto interessante foi o local da prova: nós nadamos no lago Iate Clube Lago de Itaipu (ICLI), depois seguimos por um trajeto de 24k de bike em direção à Usina de Itaipu, e demos três voltas de 22km dentro da própria usina. O trecho de corrida é formado por uma única volta de 21km também dentro da usina. Foi uma surpresa muito positiva! A usina é linda, super bem cuidada e durante a prova andamos por lugares muito inusitados, como por exemplo a barragem e os dutos. A vista é incrível!

A parte mais gostosa da prova foi o clima de companheirismo e solidariedade entre os atletas, staff de apoio e acompanhantes dos atletas. É difícil de explicar sem estar lá. As pessoas gritam para te animar, torcem, falam que falta pouco mesmo quando não falta, te ajudam a se vestir, beber, comer, arrumar a bike… quando um atleta cansa e decide andar, os atletas que o ultrapassam gritam para apoiá-lo, dão força, e até água. É realmente um clima muito bacana. Todos gostam de fazer esporte, desafiar seus próprios limites, curtir a prova… enfim, é uma delícia! Recomendo a todos que vivam essa experiência um dia, seja como atleta ou como acompanhante.

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7- Mesmo para quem não vai fazer, vale a pena ir assistir? Como é o clima?

R: Vale muito a pena. Expliquei um pouco do clima acima. Muitos atletas levam amigos, família e filhos. A prova é longa, mas tem lugar para sentar e comer e dá para acompanhar alguns trechos, não tudo. É um grande evento, vale muito a pena conhecer.

8- Qual a sua dica para quem quer fazer um Ironman?

R: A dica é: faça! Termine o que você começou. Aprenda a conhecer o seu corpo, respeite os limites dele, mas desafie-se. Tente fazer o seu melhor. Esporte faz bem para o corpo e para a cabeça, é uma terapia! O mais difícil são os treinos. A prova é um prazer.

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9- E pós prova, deu para conhecer um pouquinho de Foz de Iguaçu?

R: A gente fica em função da prova por dois dias. Na véspera, para retirar kits, fazer o bike check-in e preparar toda a logística. Na data da prova, apesar de a largada ser as 9:30hrs da manhã, a gente acorda as 6hrs da manhã e volta para casa no final da tarde. Depois só quer comer e dormir. No dia seguinte dá para passear numa boa. Como a prova é no sábado, precisa pedir um day-off no trabalho na sexta. Nosso voo de volta era domingo a noite, então de dia, deu tempo de dar um pulo nas cataratas. Foi muito legal!

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10 – Afinal, valeu a pena todo o esforço?

R: Muitooooooooo. Mais do que isso: foi, sem dúvida, uma das melhores experiências da minha vida. Um desafio cumprido. Fiquei metida por uma semana, me achando uma irongirl! Depois passa e a gente cai na vida real… =)

Para ver todas as fotos do Ironman em Foz de Iguaçu e saber mais sobre o evento, recomendo olhar o site oficial da prova: http://www.ironmanbrasil.com.br/2014/foz/br/

Vai para Foz de Iguaçu? Dá uma olhadinha nos hotéis do booking.com na cidade.

Para ver todas as entrevistas do Dica da Dri, clique aqui.

Fica a dica!

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Vantagens e Desvantagens de morar nos Estados Unidos

Eu morei nos Estados Unidos por quase 3 anos e recentemente voltei para o Brasil. As vezes, me pego pensando em como estou feliz de estar de volta, perto dos amigos e família. Mas, em alguns momentos me dá uma vontade enorme de voltar para lá. Quase todo mundo que eu converso critica o Brasil e acredita que colocando na balança não vale a pena estar por aqui.

Pensando nisso, resolvi escrever a minha lista de vantagens e desvantagens de morar nos Estados Unidos. Espero que ela ajude quem está nessa dúvida entre ir ou ficar!

Vantagens de morar nos Estados Unidos

1. Os serviços funcionam

Desde que cheguei no Brasil estou horrorizada com a quantidade de vezes que estou no telefone e a linha cai. Cai do nada. Você está falando e a pessoa some do outro lado. A internet do trabalho e da minha casa também param de funcionar em momentos aleatórios. Tenho que tirar o fio do roteador, esperar alguns segundos e ai volta a funcionar. Isso quando não cai no meio de um filme e não volta mais. Nos Estados Unidos, em 3 anos, não aconteceu nenehuma dessas coisas. Nenhuma vez.

2. Segurança

Para mim esse é o ponto mais importante. Eu andava na rua de dia, de noite, de madrugada. Sozinha ou acompanhada, nunca tive medo. Eu amo andar pelas ruas e em São Paulo, eu já não ando mais. Não me entendam mal. Eu amo São Paulo, e adoro explorar tudo o que a cidade tem de bom. Mas, não me sinto segura. Estou no Brasil há 6 meses e tenho pelo menos 5 histórias horriveis de assalto, morte, tiroteio e etc com pessoas próximas em lugares que eu frequento. Quando o ponto ruim da cidade é não saber se você vai chegar viva em casa, não existe balança que equilibre na decisão de ficar ou de ir embora. Sei que a maioria das pessoas vai me criticar pelo ponto de vista extremista, mas as coisas que eu vi e ouvi desde que cheguei foram realmente chocantes. Prefiro não pensar porque agora moro aqui e vou ficar por mais pelo menos alguns anos. Mas, só de ter que andar de vidro fechado no carro, não parar no farol de noite, não andar sozinha com computador na rua, não usar minha câmera em todos os lugares que vou, já é razão suficiente para me deixar bem incomodada.

3. Facilidade de comprar pela internet

Eu não entendia o fenômeno da Amazon até eu ir morar nos Estados Unidos. Simplesmente você consegue comprar tudo o que você quiser, com preço bom, e entrega na sua casa (geralmente em 2 dias) sem fazer esforço nenhum. Eu que não comprava nada pela internet, comprei até vestido de festa. Roupa, comida, sapato, qualquer coisa. Fazia supermercado pela internet e no dia seguinte era entregue na minha porta. Comprava roupas com preço melhor do que nas lojas e se não servia, eu apertava um botão, deixava na portaria e devolvia. Não perdia tempo para me cadastrar, adicionar o cartão de credito, nada. Você colocava uma vez e pronto. Ah, que saudades da Amazon.

4.Compras

Falando em compras, eu que não me acho muito consumista, surtei nos Estados Unidos. Você consegue se vestir bem e comer bem, sem gastar muito. Concordo que algumas roupas passam a ser descartáveis, mas você ter a opção de comprar o que quer sem gastar muito, é incrível. Os outlets são o paraiso. Ok, tem muita coisa, é dificil de achar tudo, dá preguiça. Mas se vcê gosta de compras e quer se dedicar, o seu bolso agradece. O mesmo serve para os restaurantes. Claro que existem vários que são caros. Mas, se eu quero comer só uma salada, ou ir em restaurantes locais, você consegue facilmente encontrar boas opções com preços justos. No Brasil, se alguém achar um lugar para almoçar por menos de R$30,00 me avisa, porque eu não achei.

5. Shows e eventos culturais

A quantidade de shows e eventos que tem nos Estados Unidos é impressionante. E como eles acontecem em diversos lugares e com muita frequência, eles não atraem multidões e param a cidade como acontece por aqui. Fui em um pocket show do Ben Harper, que ele tocou por horas e horas, só na voz e violão. E ninguém da cidade ficou sabendo… Fomos também no Jack Johnson, Dave Matthew’s e muito outros!

6. Regras claras

Os americanos seguem as regras a risca. Isso é bom e ruim. Mas, eles são mais transparentes e não favorecem os conhecidos, os que pagam mais, ou os que dão o seu jeitinho malandro de conseguir as coisas. A regra é clara e é para todos.

7. Transporte e acesso

Outra coisa que eu adoro dos Estados Unidos é que em cada cidade que você vai, tem um grande pólo por perto. Isso quer dizer que mesmo quando não tem uma cidade grande muito perto, você encontra uma cidade que tem as principais lojas, cadeias de supermercado, farmácia, restaurantes e etc. As pessoas que moram por ali, trabalham nas cidades ao redor e conseguem facilmente ir de um lugar para o outro. Assim, as cidades pequenas não dependem tanto assim das grandes, tudo é mais bem distribuído. E se você quer morar no subúrbio, você consegue chegar rápido e fácil nas grandes cidades usando o transporte público. Meu sonho aqui no Brasil era morar em Aldeia da Serra (perto de Alphaville em SP) e ir de trem, em 20 minutos para São Paulo. Eu amo sair para jantar com as minhas amigas,  fazer reuniões nos cafés da cidade e ir a restaurantes diferentes. Mas, hoje, com o caos que é o trânsito e com o transporte público que leva a poucos lugares, eu tenho que morar bem perto de onde tudo acontece ou pegar horas de trânsito para ir de um lugar ao outro. E a qualidade de vida fica prejudicada.

8- Mix Cultural

Apesar de todo mundo falar que os americanos tem a cabeça muito fechada e não conhecem nada além do país deles, uma coisa que me impressionou é a quantidade de estrangeiros e descendentes de estrangeiros que moram nos Estados Unidos. Latinos, chineses, brasileiros, afegãos, israelenses, vietnamitas e muito, muito mais. Então o mix cultural é muito grande e a experiência dessa interação é extremamente rica. Você conhece gente de todos os lugares, ouve línguas diferentes por todos os cantos e aprende sobre a cultura de diversos países. No Brasil, temos uma maior mistura racial, já que a grande maioria de nós é descendente de índios, negros, japoneses, europeus ou árabes. Mas nós nos consideramos brasileiros e temos mais ou menos uma cultura semelhante (considerando, claro, as diferentes regiões do país e seus costumes).

Desvantagens de morar nos Estados Unidos

1. Família e Amigos

Antes de qualquer coisa, vem a distância das pessoas queridas. Claro que, hoje, com a tecnologia tudo fica mais fácil. Skype, Facetime, whatsapp, tudo ajuda. Mas, abraçar as pessoas que você gosta, ir aos casamentos, ver os bebês dos amigos nascendo, encontrar aqueles não tão amigos sem querer na rua… isso tudo não tem preço!

2. Intolerância

Apesar de eu ter falado lá em cima que eu acho importante ter regras claras e segui-las, as vezes eu tenho a sensação que falta para os americanos um certo jogo de cintura. Eles se atém tanto às regras, que não levam em consideração alguns casos específicos que poderiam ser tolerados. Exemplo bobo: você está no restaurante, já pediu a conta, está terminando um assunto, eles fecham as 21:00 e são 21:02, eles vem na sua mesa e pedem para você ir embora. Ou por exemplo, eu peguei um taxi uma vez e disse para o taxista que queria fazer duas paradas, uma para pegar a mochila do meu marido que ele esqueceu em um restaurante e depois seguir para casa. Quando chegou na porta do restaurante, estava meio transito e ele não queria ficar ali parado enquanto eu pegava a mochila porque ia atrapalhar. Então, pedi que ele parasse na esquina ou desse a volta no quarteirão e ele começou a me xingar dizendo que se fizesse isso seriam 3 paradas e não duas, e não era isso que eu tinha dito quando entrei no taxi. Oi? O cara acabou me expulsando do taxi e para mim foi até bom porque eu não paguei nada para chegar até lá, rs. Mas percebem a intolerância?

3. Produtividade

Nos Estados Unidos conversar no trabalho, sair para almoçar, ou fazer qualquer outra coisa que não seja estritamente a sua função daquele momento é considerado perder tempo. Eu entendo que nós, brasileiros, somos o oposto e acabamos não sendo muito produtivos. Mas, eu também acho que essas experiências entre uma coisa e outra fazem o nosso dia mais feliz. Eu sinto que os americanos fazem muita coisa por obrigação, para dar um check na lista. A produtividade é mais importante que a experiência em si. Eles não curtem tanto o momento, nem as pessoas. Uma pausa para o almoço pode sim ser uma perda de tempo de trabalho, mas você interage com as pessoas, desconecta um pouco a cabeça e, às vezes, até se diverte. Então, por que não?

4. Catástrofes Naturais

Furacões, terremotos, dilúvio… Nem sempre são sérios, mas podem ser assustadores. Para quem não está acostumado com isso, esse é um fator que não temos nenhum controle e vem de repente. Na grande maioria das vezes é só um dia ou dois dentro de casa (apesar de todo o melodrama que eles fazem na TV), mas algumas vezes o estrago pode ser feio. Quando eu estava nos Estados Unidos, presenciei 1 terremoto e 3 furacões. No último furacão, o Sandy, deu uma bela destruída em partes de Nova York. E o mico que eu passei no meu primeiro furacão, o Irene, foi péssimo! Ficamos trancados em casa por 2 dias, com a banheira cheia de água, comida estocada. Estávamos vendo Tv e acompanhando a situação o dia inteiro, até o Obama foi falar do caos que estava. Chegou o tal do furacão e, pelo menos ali na nossa região, na Filadélfia, foi uma simples chuva forte. E nada mais. As tempestades aqui do Brasil destroem e matam muito mais do que aquilo. Ainda ouvi no jornal que umas duas pessoas tinham morrido na Filadelfia por causa do furacão. Uma de ataque cardíaco e a outra de Acidente de carro… e eu me pergunto, e o furacão com isso? Enfim, essa parte das catástrofes naturais é chata.

Bom, esses são os meus prós e contras de morar nos Estados Unidos. E vocês, concordam? Tem algo a mais a acrescentar?

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Entrevista com Manuela Colombo, do Conexão Cultural

Conversei com a querida Manuela Colombo, paulistana que criou o Conexão Cultural junto com a Paola Cayubi. A Manu me contou sobre o que é o Conexão e sobre o que ela mais gosta e menos gosta na cidade de São Paulo.

Ela é uma daquelas pessoas que você conhece e logo já gosta dela. Super carismática, esperta e sempre disposta a ajudar! Uma pessoa para inspirar =)

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Entrevista com Manuela Colombo, do Conexão Cultural

1- Qual sua idade e formação?

Tenho 30 anos e sou ex-advogada e atual ativista urbana, co-fundadora do Conexão Cultural.

2- O que é o Conexão Cultural?

Uma organização que atua com a ocupação criativa de espaços públicos e de espaços culturais, especialmente em São Paulo, mas temos um braço no Rio de Janeiro também e projetos que envolvem outros estados brasileiros. Muitos projetos são em parceria com o CafeNaRua, que desenha projetos de design e vivências urbanas. Mais sobre nossos projetos você encontra no nosso site e na nossa fanpage (albuns).

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3- De onde veio a ideia de criar o Conexão?

Veio da nossa vontade de trazer novos patamares de interação social e cultural e também de conectar as pessoas com a criatividade, com artistas e coletivos interessantes, com os espaços públicos e culturais da cidade, trazendo mais inspiração para o cotidiano.

4- E pessoalmente, o que você mais gosta de fazer em São Paulo?

Andar e conhecer cantinhos interessantes em bairros paulistas, comer comida de rua, andar de bicicleta, usar os parque e praças, ouvir música ao vivo e experimentar novos lugares.

5- Qual você acha que é o maior problema da cidade de São Paulo?

O transporte público ainda é limitado e deficiente. O metrô e trem funcionam muito bem, mas não conectam a cidade toda, e os ônibus ainda oferecem muita dificuldade para quem quer se deslocar para pontos distantes. Falta mais investimento em ciclovias fixas também.

6- E para terminar, qual a sua dica para os leitores do Dica da Dri?

Usar a cidade, cuidar do espaço público, repensar as formas de lazer e de interação com nossos vizinhos, amigos e até com desconhecidos, fugir de shoppings e dos carros o máximo possível.

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Fica a dica!

Para ver outras entrevistas do Dica da Dri, clique aqui.

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Por que viajar?

Essa semana li alguns artigos muito tristes sobre duas mulheres que se suicidaram depois de fazer uma viagem de volta ao mundo. Li também um post dizendo porque não se deve largar o trabalho e dar volta ao mundo. Ouvi discussões sobre a importância de viajar, sobre como encontrar a felicidade, sobre o poder que a gente tem de decidir viver bem ou desistir de viver, e a consequência que isso tem na vida dos outros. Tudo isso me fez pensar no momento em que estou da minha vida. Me fez também questionar sobre a razão pela qual eu viajo e pela qual a maioria das pessoas viajam.

Por que eu viajo?

Quando parei para pensar nas razões que me fazem querer estar sempre com as malas prontas, me deparei com uma situação estranha. O principal motivo pelo qual eu viajo é porque eu posso voltar para casa. Sim, parece estranho, mas eu vou explicar.

Eu viajo para fugir da rotina, eu viajo para descansar a cabeça, eu viajo para conhecer pessoas novas, eu viajo para comer bem todos os dias, eu viajo para ter tempo livre, eu viajo para conhecer culturas novas e observar pessoas com hábito diferentes do meu. Mas, eu concretizo a experiência da minha viagem quando eu volto para casa, de cabeça mais aberta, com uma injeção de energia nova e ânimo para realizar meus projetos, tocar minha rotina e viver a minha vida de todos os dias.

Muita gente olha a minha vida de fora e acha que tudo é uma maravilha, que não tenho problemas, que eu vivo para viajar. Mas, a minha vida não é essa perfeição toda e essa é a graça dela! Eu viajo sim numa quantidade acima da média, mas cada uma dessas viagens é parte do meu dia a dia, com todos os seus prós e contras.

Voltei recentemente de uma experiência de 2 anos e meio fora do Brasil, em que eu fiz grandes viagens e com muita frequência. Vivi em uma bolha onde todos ao meu redor mudavam de continente como se fosse ir até a esquina. E acho isso incrível, desde que seja com data para começar a data para terminar e com consciência do valor que isso tem. Não valor de dinheiro, mas de experiência. E da realidade em que vivemos e que não muitas pessoas têm a chance de viver.

Hoje, pela primeira vez em muito tempo, não tenho nenhuma viagem marcada. E sabe o que? Estou achando ótimo! Porque aprendi a ser feliz na minha rotina, a valorizar coisas pequenas de todos os dias e a olhar para a minha própria cidade com novos olhos. Passei a explorar cada cantinho de São Paulo, saborear a comida da minha terra e a perceber os hábitos e as pessoas de São Paulo com outros olhares.

Nesse meu tempo fora do Brasil, tive sim momentos em que eu pude parar e pensar na vida, coisas que a nossa rotina maluca não nos deixa fazer. Eu saí de São Paulo, trabalhando em marketing em uma multinacional, e meu plano era voltar para fazer exatamente a mesma coisa. Mas, comecei a me questionar do que me fazia feliz, do que eu gostava e não gostava no meu trabalho, da vida que eu queria ter e tomei uma atitude. Resolvi deixar para trás o meu trabalho e começar um novo negócio, o SABIAR, uma empresa ligada a viagens e cultura, duas coisas que eu amo.

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Acho que o fato de eu estar fora da rotina me ajudou a poder tomar essa decisão com mais certeza, mas não acho que era necessário estar viajando para poder tomar essa atitude. Isso quer dizer, que concordo totalmente com esse post da Fernanda, do blog Feliz com a vida, quando ela diz que a viagem não deve ser a chave da nossa felicidade. Você não pode esperar que as coisas aconteçam porque está do outro lado do mundo. Nada cai do céu. Do mesmo jeito que eu me dei tempo para pensar no que me faz feliz quando eu estava fora, eu poderia ter feito isso quando eu estava aqui no Brasil. Parece contraditório, mas acredito que a viagem pode ser um momento em que você se liberta dos seus medos e angústias e se deixa pensar livremente nas ideias. Mas, ela pode ser também uma armadilha para aqueles que acham que podem apostar todas as fichas da felicidade em viajar e fugir dos problemas.

Relendo esses posts das duas moças que se suicidaram após a viagem de volta ao mundo, a minha conclusão é que a viagem não tem nada a ver com isso. Uma das moças sofreu de falta de amor e baixa autoestima a ponto de achar que a vida dela não valia mais a pena. Ela deixou um último post no blog dela que parecia uma carta de despedida.
Pode ser que nesses dois anos viajando pelo mundo, ela já estava sofrendo e postergou o momento de enfrentar suas dores para a volta da sua viagem. Ou pode ser que nesse tempo fora do país, elas viveram em uma bolha tão fechada que não conseguiam enxergar os problemas que  já existiam e quando chegou a hora de encará-los, foi muito mais difícil.

Enfim, minha recomendação é que, sim, continuemos viajando muito, mas sempre buscando abrir a cabeça, aprender e nos divertir, e não fingindo que os problemas não existem.

E vocês, já pararam para pensar no porquê vocês viajam? Conta para gente aqui nos comentários!

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Retrospectiva 2013 e até 2014!

Não tenho palavras para descrever o ano de 2013. Foram 9 países diferentes, 4 meses na California, casamento e lua-de-mel, formatura do MBA, lancei o SABIAR, os acessos do Dica da Dri triplicaram! Que ano feliz e cheio de conquistas.

Por isso, quero encerrar o ano com um post de retrospectiva para relembrar os momentos mais marcantes de 2013!

Melhores momentos – 2013

1- Ano Novo em Bali – Jan/2013

Passamos o Ano Novo em um balada chamada Potato Head. Foi super divertido e estávamos com ótimas companhias. Entramos no ano com o pé direito!

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2- Viagem a Tailândia – Jan/2013

Fizemos uma viagem incrível para o Sudeste Asiático. Foram 3 semanas de viagem passando pelo Vietnã, Camboja, Bali e Tailândia. A primeira semana de janeiro passamos na maravilhosa praia de Koh Phangan. Encontrei a minha amiga querida Renata Botelho, que mora na Australia e estava por lá nos mesmo dias!

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3- Viagem de ski para Breckenridge – Fev/2013

Alugamos uma casa em 12 pessoas na estação de esqui de Breckenridge. Casa enorme, com hot tub, amigos muito especiais, e nosso chef de cozinha Edgar, que como sempre caprichou nos jantares. Aprendi a esquiar bem melhor e desci pela primeira vez uma pista preta!

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4- Casamento em Cartagena – Mar/2013

No Spring Break, passamos rapidamente por São Paulo para ver nossa família e amigos e seguimos para a Colômbia, para o casamento lindo da Paula Herrera. Visitamos Cartagena, aproveitamos a praia e curtimos os amigos gringos!

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5- Beach Week, Miami – Abril/2013

Antes de nos formar no MBA, fizemos uma viagem de despedida para a praia de Miami. Pena que eu tive um problema sério na coluna e estava de cama. Foi divertido, mas não consegui aproveitar muito.

6- Formatura do MBA – Maio/2013

Depois de 2 anos incríveis estudando em Wharton, na UPenn, na Filadelfia, finalmente chegou o dia da formatura. Foram 2 anos de muito aprendizado, muitos amgos, muita festa e até show de dança. Nossas famílias foram visitar e fizemos vários eventos de encerramento.

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7- Chicago – Maio/2013

Depois da formatura, fui para Chicago com meus pais, minha irmã e minha avó de 89 anos que veio até os Estados Unidos para a formatura. Acho que esse vício de viagem é de familia!

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8- Europa – Junho/2013

Antes de voltarmos ao Brasil para os preparativos finais do casamento, fomos para a Bulgária para o casamento da Detelina, uma amiga querida do MBA. De lá aproveitamos para passar uma noite em Londres com minha melhor amiga e quatro dias em Paris, que para quem já leu esse post do Chile, sabe que Paris era uma pendência na minha história com o Leo!

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9- Brasil – Junho/2013

Ainda em junho, passamos um tempo no Brasil e eu fiz minha despedida de solteira – um fim de semana incrível com minhas amigas na Praia da Baleia.

10- Casamento – Agosto/2013

Em agosto casei com o amor da minha vida. O Leo é uma pessoa especial que me apóia em tudo, que é a melhor companhia do mundo para a rotina e para as viagens, que tem um coração enorme e que eu tive muita sorte de achar e de escolher para ser a pessoa que vai passar o resto dos dias ao meu lado.

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11- Lua-de-mel – México – Setembro/2013

Fomos passar 1 semana em um hotel paradisíaco na Riviera Maya. Foi um sonho!

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12- California – Outubro a dezembro/2013

Sabíamos que tínhamos poucos dias por ali, então, aproveitamos todos os finais de semana para explorar a região. São Francisco, Los Angeles, Carmel, Solvang, Los Olivos, Yosemite, Lake Tahoe, Napa Valley, Sonoma e a nossa querida cidade de Walnut Creek (que tem 60 mil habitantes e restaurantes excelentes!).

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13- Lançamento do SABIAR – Dezembro/2013

Depois de 1 ano de muito trabalho, finalmente consegui lançar a minha empresa, o SABIAR, que vende cursos em todo o mundo para viajantes que querem aprender algo novo e conhecer um lado diferente da cidade em que estão visitando. Deixei para trás minha carreira de marketing e apostei todas as minhas fichas no SABIAR. Desde que o Dica da Dri começou a tomar meu tempo e meu coração, me apaixonei por esse mundo das viagens, e resolvi que queria abrir uma empresa que ajudasse a fazer da viagem das pessoas, uma experiência inesquecível.

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E assim, termina o ano cheio de boas notícias e de planos para 2014!

Bom Natal e um Feliz Ano Novo a todos vocês que acompanharam o blog e me deram motivação para escrever e realizar todas essas conquistas!

Até 2014!

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SABIAR: faça uma viagem diferente! Aprenda algo enquanto viaja.

Finalmente, depois de 1 ano de trabalho muito duro consegui concretizar um sonho: lançar o SABIAR, uma empresa que oferece aulas curtas, em diversos lugares do mundo, para você aprender algo novo enquanto viaja.

Há tempos percebo que as pessoas esperam cada vez mais de uma viagem. Elas não querem ir apenas a lugares turísticos e conhecidos e querem cada vez mais saber sobre a história e cultura do local em que estão visitando.

Analisei várias idéias diferentes de como eu poderia tentar fazer a diferença nas viagens das pessoas e percebi que o que mais marcou nas minhas viagens, e acredito que na de muitos de vocês, é o momento em que conhecemos ou interagimos com alguém especial, quando aprendemos algo diferente ou quando podemos levar para casa um pedacinho da nossa viagem.

Lembrei de quando fiz aula de dança na Colombia e na Bulgária, da aula de culinária em São Francisco, da aula de árabe em Marrocos e foi aí que entendi o quanto esses momentos fizeram minhas viagens serem únicas.

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SABIAR

Com a vida corrida que levamos sobra pouco tempo para nos aventuramos em uma aula de culinária, de fotografia, de artes, ou de qualquer outra coisa.  Quando finalmente chegam as nossas férias, queremos fugir de tudo e de todos para viajar, conhecer um novo lugar, uma nova cultura, ou apenas sair da rotina.

Pois é exatamente essa a proposta do SABIAR: conectar o aprendizado com a viagem! Mas, claro, sem tomar o precioso tempo livre das férias.

Assim, você aprende sobre algum tema do seu interesse e, ao mesmo tempo, se conecta com a cultura e com pessoas locais.

E o que você leva para casa? Conhecimento e bons momentos para lembrar para o resto da vida.

Os cursos do SABIAR são cuidadosamente selecionados para garantir a qualidade da sua experiência.

 

Onde pesquisar e comprar os cursos do SABIAR

No site http://www.sabiar.com

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Espero que gostem!

Queria aproveitar para agradecer a todas as pessoas que me apoiaram em qualquer momento desse processo: na decisão de mudar de carreira, no processo de desenvolvimento e implementação do site e nas conversas e feedbacks!

Obrigada por tudo!

Beijos, Dri