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A incrível viagem pela Rota das Emoções: De Lençóis Maranhenses a Jericoacoara de carro

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Essa era uma das minhas viagens dos sonhos e esse ano finalmente consegui realizar. Foram 15 dias de paisagens maravilhosas, com praias, dunas, pôr-do-sol, calor e muito peixe frito! Antes do meu filho nascer, queria realmente aproveitar uma viagem com aventura, perrengues, lugares mais rústicos e muito sol na cabeça. E valeu cada segundo! (Masss, não recomendo essa viagem para as grávidas! Eu fui e dei sorte, mas podia não ter sido assim!).

Essa não é uma viagem muito fácil de organizar porque muitos dos lugares são parte de parques nacionais e precisam de pessoas autorizadas para entrar. Além disso, o acesso de um lugar para o outro não é simples e muitas vezes precisa de algum transporte especializado (jardineiras, bugues, 4×4, etc).

Então, criei um passo-a-passo de como organizar essa viagem para a Rota das Emoções. Lembrando, que eu não sou uma agência especializada, então, o que eu vou dividir aqui é a minha experiência e como eu organizei a viagem. Não significa que é o melhor jeito para todos!

Passo-a-passo para planejar uma viagem pela Rota das Emoções: de Jericoacoara a Lençóis Maranhenses

  1. Viajar com ou sem agência:

Como eu falei, não é uma viagem simples de organizar, então, a primeira decisão é se você vai fazer por conta própria ou se vai contratar uma agência. Eu geralmente organizo minhas viagens sozinha, mas nesse caso, achei que valia a pena fechar todos os passeios, hotéis, festa do ano novo e transportes de uma vez só. A agência que eu usei foi a Natur Turismo, mas eu não recomendo. Tivemos diversos problemas com eles.

  1. Número de dias da viagem:

É importante definir os dias da viagem para poder definir quais lugares vão ser visitados e o orçamento da viagem. Não recomendo fazer essa viagem com menos de 10 dias. Se eu tivesse menos tempo, escolheria só parte dela, como Jeri + Fortaleza ou São Luis + Lençois + Delta do Parnaíba. A viagem completa vale a pena quando você realmente tem tempo para conhecer cada parte, curtir e relaxar!

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Nós ficamos 15 dias viajando pela Rota das Emoções. A nossa divisão de dias foi a seguinte:

1 dia em São Luis

1 dia em Alcântara

1 dia em Santo Amaro

4 dias em Barreirinhas

3 dias no Delta do Parnaiba

4 dias em Jericoacoara

1 dia em Fortaleza

Lembrando que alguns dos trajetos são longos e tomam quase o dia todo.

  1. Orçamento:

Pensem mais ou menos em quanto vocês gostariam de gastar na viagem completa. Com base nisso, definam com a agência os níveis do hotel, os tipos de transportes e os restaurantes e passeios. Existem diversos jeitos de fazer essa viagem, com mais luxo ou menos luxo. Então, é só pedir para a agência planejar de acordo com suas necessidades. Na nossa viagem, nós optamos por fazer os passeios mais legais, ter ótimos transportes de um local para o outro, comer em restaurantes locais e ficar em hotéis 3 ou 4 estrelas (mas variou muito o nível do hotel dependendo da cidade).

Quando a agência mandar as opções de hotéis e passeios, deem uma olhada antes nas avaliações e no tipo do hotel para não ter surpresas. Em Santo Amaro, por exemplo, nosso hotel não tinha água canalizada, nem água quente, e só descobrimos quando já estávamos lá.

  1. Definir trajeto:

Essa viagem pode ser feita de São Luis para Fortaleza ou ao contrário. Nós decidimos começar em São Luis, por diversas razões:

  • era época do Ano Novo e não queríamos estar em Jeri nos dias em que a praia fica lotada e os hotéis muito mais caros
  • as passagens de ida para o Maranhão e volta por Fortaleza estavam muito mais baratas
  • em Jeri, não quisemos fechar muitos passeios para poder descansar, curtir a praia e comer quando dava vontade, então, achamos que seria mais legal estar lá no final da viagem, quando a gente já estava cansado de acordar cedo e fazer muitos passeios
  • achamos também mais interessante começar com a parte mais histórica e urbana e terminar na praia
  1. Garantir que todos os transportes estão no pacote: chequem se não ficou faltando nenhum trecho da viagem. Como são muitos passos para chegar em cada lugar, é importante deixar tudo bem amarrado para não descobrir na hora que faltou um barco, um carro, ou um ônibus no caminho.

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  1. Pagar e aproveitar!

Nós preferimos fazer o pagamento todo de uma vez para a agência para não pensar mais nisso durante a viagem. Mas, às vezes, pode ser vantajoso quebrar em parcelas. No nosso caso, o valor total aumentava muito, então, era melhor fazer à vista.

Enfim, depois de tudo planejado é só curtir a viagem! As paisagens são maravilhosas e vale muito, muito a pena conhecer a região!

Para acompanhar todos os posts dessa viagem, é só clicar aqui.

Nós temos uma parceria com o booking.com. Comprando seu hotel pelo link abaixo, você paga muitas vezes menos do que pagaria no booking e ainda ajuda o blog com uma comissão de vendas.

Hoteis em Jericoacoara

Hoteis em São Luis

Hoteis em Santo Amaro

Veja todas as #dicasxplora no nosso instagram.

O que fazer em Barreirinhas – Lençóis Maranhenses

Continuando a viagem pela Rota das Emoções, o próximo destino era Barreirinhas e os Lençóis Maranhenses. Paisagens maravilhosas, banho de rio e mar, muito sol e comida boa.

Barreirinhas é a cidade onde a maioria das pessoas que vai visitar os Lençóis Maranhenses fica hospedada, já que é onde tem mais estrutura, hotéis e restaurantes.

Nós ficamos hospedados 3 noites em Barreirinhas, no Hotel Porto Preguiças, e de lá fazíamos os passeios para conhecer melhor a região. Como nós fomos antes para Santo Amaro, não fomos em lagoas, nem fazer passeio nas dunas, saindo de Barreirinhas. Mas, para quem não vai a Santo Amaro, o ideal é fazer os passeios para conhecer os Lençóis por ali mesmo.

O que fazer em Barreirinhas – Lençóis Maranhenses

Passeio pelo Rio Preguiça

Fizemos esse passeio em um barco privado e rápido. Para quem enjoa em barcos, como eu, não se preocupe, o passeio de barco pelo rio é muito calmo e não enjoa nada!

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Nós saímos de taxi do hotel e fomos até o píer. De lá pegamos o barco do Seu Chico, um senhor muito figura, que nos levou para fazer todo o passeio.

O Rio Preguiça é muito lindo, largo e calmo. É incrível passear pelos mangues, principalmente para olhar as raízes que ficam expostas sobre o rio. Como a maré sobe e desce muito durante o dia, dá para ver as marcas  nas raízes, das diferentes alturas que a água do rio alcança. É muito legal!

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1- Nossa primeira parada nesse passeio foi em um banco de areia no meio do rio. No começo do dia ele era relativamente alto em algumas partes e podíamos caminhar pela areia. Parecia que estávamos andando sobre as águas. Ao longo do dia a água foi subindo e quando voltamos, no fim da tarde, o banco de areia já não existia.

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2- A segunda parada foi no povoado de Vassouras. É um povoado pequeno onde os barcos para para os turistas comerem, beberem algo, e usarem o banheiro. Mas, atrás do restaurante têm muitas dunas e uma paisagem linda. Tiramos várias fotos, entramos no rio e descansamos por ali. Nesse povoado também têm muitos macacos! Tem gente que adora…eu particularmente não sou muito fã deles.

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3- De lá seguimos para Caburé, um povoado localizado entre o rio e o mar. Uma delicia! Comemos no Restaurante Cabana do Peixe. Bem gostoso, principalmente o peixe do dia, que era anchova. Lá tem rede, sombra, água doce de um lado e mar do outro! Demais!

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4- Continuando o passeio, fomos para o Farol de Mandacaru. São 160 degraus, meio puxado, mas a vista lá de cima é linda. Dá para ver os lençóis, o rio e o mar. Vale a pena!

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Algumas pessoas fazem também o passeio de bóia pelo rio (duração é bem menor, mais ou menos 1 hora e meia) e depois visita esses lugares com o quadriciclo ou buggy. Nós achamos que não valeria a pena o passeio de bóis e resolvemos visitar de barco mesmo.

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De noite, voltamos para o hotel para a noite de réveillon. Vou fazer um outro post específico contando do Hotel Porto Preguiças e de como foi o Ano Novo por lá.

Passeio de quadriciclo pelas dunas

No dia seguinte de manhã vieram nos buscar no hotel com os quadriciclos. Saímos as 10 da manhã e voltamos só as 17:00! Foi o dia todo de passeio. É uma delícia dirigir pelas dunas, praias e trilhas. Estava um mega sol, mas mesmo assim vale muito a pena o passeio.

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No passeio de quadriciclo, fizemos uma parte pelas dunas dos lençóis e outra, pela praia. Passamos de novo por Caburé e tomamos banho de rio.

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É incrível pegar velocidade no quadriciclo! Mas é cansativo, não foi tão fácil assim! Ficamos expostos ao sol o dia todo e em alguns momentos dá uma dorzinha nas costas ou nas pernas! Mas, mesmo eu que tenho problemas nas costas, consegui levar numa boa. Vale a pena! A sensação de liberdade é incrível!

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Infelizmente era época de seca, então, não tinha lagoa. Mas,  se a paisagem já é maravilhosa assim, imagina, então quando está cheia! Ainda bem que antes de Barreirinhas conseguimos ir para Santo Amaro, se não, íamos acabar indo embora dos lençóis sem ver nenhuma lagoa :(

Quando forem decidir os passeios em Barreirinhas, perguntem se vão conseguir ver alguma lagoa. Porque se estiver em total época de seca, recomendo até passar o dia em Santo Amaro (mesmo sendo meio longe).

Voltamos para o hotel no final do dia e ficamos na piscina descansando, depois jantamos e fomos dormir cedo para seguir viagem no dia seguinte para o Delta do Parnaiba.

Fica a dica!

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Santo Amaro – Lençóis Maranhenses

A grande maioria das pessoas que vai aos Lençóis Maranhenses fica hospedada em Barreirinhas e de lá faz todos os passeios pelos Lençóis. Alguns chegam a passar o dia em Santo Amaro, que fica dentro do Parque Nacional dos Lençóis, mas poucos realmente se hospedam lá. Nós decidimos passar uma noite em Santo Amaro e achamos que vale muito a pena, apesar da pouca estrutura da cidade.

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Santo Amaro fica a aproximadamente 4:30 horas de São Luis, na direção dos Lençóis Maranhenses; e fica a 2:35 horas de Barreirinhas. Então achamos que passar o dia por lá e depois voltar para dormir em Barreirinhas seria muito longe. Assim, resolvemos dormir uma noite em Santo Amaro e aproveitar a região, antes de seguir para Barreirinhas.

A razão pela qual decidimos ir a Santo Amaro é porque nós fizemos essa viagem em janeiro, época das secas, e nos tradicionais passeios que saem de Barreirinhas, as lagoas estavam todas secas. Já em Santo Amaro, conseguimos ver algumas lagoas maravilhosas e tivemos uma ótima experiência! Mas é importante ressaltar que a cidade é muito, muito simples e não tem muita estrutura para receber turistas.

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Caminho de São Luis a Santo Amaro

Saímos de São Luis de manhã cedo de carro e dirigimos por 2:30 horas até o povoado de Sangue, uma cidade pequena onde trocamos de transporte, abastecemos o carro e compramos água para o resto da viagem.

De lá pegamos uma jardineira 4×4 e fomos até Santo Amaro. Achei o máximo andar nessa jardineira! Ela é super confortável. Fomos em 4 pessoas na parte de trás do carro. Eles montam uma estrutura confortável, com bancos de couro na caçamba de uma Hilux 4×4.

O caminho De Sangue a Santo Amaro é bem legal! Cruzamos um rio de jardineira, e passamos por uma paisagem arenosa e com plantas desérticas. O caminho é bem roots, meio off road! E chacoalha bastante! Mas é bonito e divertido.

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O que fazer em Santo Amaro, nos Lençóis Maranhenses

Chegamos em Santo Amaro no meio da tarde, deixamos as coisas na pousada e fomos para a Lagoa das Andorinhas. Foi maravilhoso o passeio!

Não tinha ninguém além de nós 4! Então, tiramos muitas fotos, andamos por todas as dunas, entramos na água e nos divertimos muito!

Santo-amaro-lencois-maranhenses

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As dunas são lindas e a lagoa fica bem no meio de toda aquela areia. Estávamos lá na hora do por-do-sol, o que deixou a paisagem ainda mais bonita!

Santo-amaro-lencois-maranhenses

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Conversamos bastante com o Marinaldo, nosso guia, que nos explicou o que está acontecendo por lá. A famosa lagoa de Santo Amaro era a Lagoa das Gaivotas, mas, ela secou há alguns anos e uma nova lagoa se formou por ali: a Lagoa das Andorinhas. A verdade é que as dunas se movem de 15 a 20 metros por ano, segundo ele, o que altera muito a paisagem e a quantidade de água de cada lagoa. Assim, com esse movimentação da areia, as lagoas acabam também mudando de lugar.

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Os moradores da região estão fazendo diversas campanhas e trabalhando duro para impedir que as lagoas sequem completamente. É um tema um pouco polêmico porque por um lado eles querem preservar a Natureza e respeitar seu ritmo, por outro eles são apegados às lagoas existentes e não querem que elas sumam (pela sua beleza, mas também pelo turismo da região). Então, eles fazem manobras contra o Governo e tentam impedir que as lagoas sequem (criando barreiras e tentando controlar a movimentação da areia).

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Depois desse passeio maravilhoso, voltamos para a Pousada e ficamos por lá.

No dia seguinte, fomos para a Lagoa Murici. O caminho até lá é sensacional! Dunas enormes e paisagem maravilhosa. Na época de cheia deve ser ainda mais incrível!

A lagoa é demais. Ela fica no meio das dunas, como uma praia de água doce. Passamos a manhã toda por lá. Tinha pouquíssima gente, então, pudemos relaxar e aproveitar bastante! A água é morna, verde e transparente. Uma delícia! Paisagem de tirar o fôlego. Uma dica: perguntem ao guia de vocês se eles vão levar água e algo para comer. Nós, por sorte, tínhamos levado, mas não tem nenhuma estrutura para comprar nada. Estendemos a canga nas dunas e não tinha nada ao nosso redor.

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Saindo da Lagoa Murici, seguimos com a jardineira 4×4 até o povoado de Betânia para almoçar, e de lá, fomos direto para Barreirinhas.

De Betânia, demoramos uma hora até Sangue e mais uns 45 min até Barreirinhas.

Onde se hospedar, onde comer e estrutura em Santo Amaro

A cidade de Santo Amaro é realmente muito simples. As ruas são de areia fofa, as casas são de palha, a maioria dos lugares não tem nem água tratada.

Nós ficamos hospedados na Pousada das Areias. A Domingas, dona da pousada, foi bem atenciosa e deixou tudo organizado para nós. Mas, é importante ressaltar que a estrutura é realmente muito simples e acredito que muita gente não gostaria de se hospedar ali. A pousada é limpa e tranquila, mas não tem divisão entre o quarto e o banheiro, não tem água quente, nem água tratada, as paredes tem buracos (portanto, você ouve os outros quartos), não tem ar condicionado e faz muito calor. Apesar disso, eu particularmente gosto de ficar em lugares que retratam a vida e a cultura dos moradores locais, então, gostei de ter ficado lá por uma noite.

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Nós almoçamos em uma outra pousada chamada Água Doce, que tinha mais estrutura que a nossa. Tinha água quente e até wifi grátis. Comemos bem lá: peixe na chapa com purê, arroz, farofa e feijão. Acho que a Pousada Água Doce é uma boa opção para quem quer se hospedar em Santo Amaro.

Quando saímos de Santo Amaro, paramos em Betânia para comer. No geral, é um bom lugar para comer no caminho entre Santo Amaro e Barreirinhas. Mas, eu que sou fresca para comer, achei bem bizarro o que aconteceu no restaurante. O nosso guia pediu para escolhermos o prato de manhã, porque como eles demoram para preparar a comida no restaurante, a gente não ia ter que ficar esperando muito. As opções eram: galinha caipira ou cabrito. Pedimos galinha caipira. Quando chegamos no restaurante, o prato estava quase pronto. Ele vinha acompanhado de farofa, arroz, feijão e salada. Eu tenho muita aflição de comer algumas carnes, quando me lembram o animal “muito cru”. Como estava cheio de galinha e cabrito em volta do restaurante, eu não consegui comer e fiquei só no acompanhamento. Logo depois de nós, chegou um grupo de italianos que não tinha escolhido a comida com antecedência e a comida deles estava demorando horas para chegar. Eles me pediram ajuda para entender o que estava acontecendo e a moça que serve a comida disse que eles tiveram que ir atrás da galinha, para mata-la, depena-la e aí começar a preparar a comida. Quase morri quando ela falou isso! Imagina a minha cara tendo que explicar isso para os italianos!! Ainda bem que eu não comi, se não iria passar mal só pelo psicológico… não consigo imaginar comer a galinha que estava ali do lado. E como carne, frango e peixe e adoro! Mas, quando o bicho fica tão real ali do lado, não consigo comer mesmo!!

Enfim, apesar da pouca estrutura de Santo Amaro, os passeios são maravilhosos e eu achei que valeu muito a pena ficar um dia por lá!

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A nossa agência, Natur Turismo, não nos informou nada sobre a cidade ou a pousada, e acho que foi um grande erro deles porque acho imprescindível saber o que esperar da cidade para não se frustrar!

Essa viagem a Santo Amaro foi parte da nossa viagem à Rota das Emoções. Para ver todos os posts da viagem, clique aqui.

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Vale a pena passar o dia em Alcântara, saindo de São Luis?

Alcântara estava nos nossos planos de viagem pela Rota das Emoções. A cidade é cheia de história e muito interessante. Então, parece simples decidir ir ou não à Alcântara, saindo de São Luis. Porém, a nossa experiência indo e voltando da cidade foi meio trágica, então, prefiro contar os fatos e vocês decidem se vale ou não ir até lá.

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Ida e volta de São Luis a Alcântara

Para chegar de São Luis a Alcântara o melhor jeito é ir de barco. Teoricamente, de barco, em 1 hora e meia, você chega lá. Para ir de carro, nos disseram que demoraria aproximadamente 7 horas.

Então, contratamos a ida e volta pela Agência Natur (que fez todo o nosso pacote de viagem pela Rota das Emoções) e foi um desastre absoluto.
Nós contratamos todos os passeios da viagem privados, para um grupo de 4 pessoas. Mas, pelo que me justificaram depois, para Alcântara não tem como ir em barco privado. Então, nos colocaram em um barco lotado.

O barco se chamava Sabor de Mel e era super inseguro e desconfortável. Não tinham salva-vidas suficientes, grande parte das cadeiras eram no sol, as pessoas estavam apertadas, enfim, claramente não era uma boa ideia. Mas, não tínhamos outra opção, então fomos nele mesmo. No caminho, o motor do barco quebrou (porque colocaram diesel em vez de gasolina). Tivemos que ir bem devagar, contando com o vento… demorou 2 horas e meia para chegar. Balançou muito, molhou as pessoas que estavam no barco e foi péssimo.

Enfim, chegamos na cidade (e mais para frente conto a parte boa e o que tem para fazer por lá) e fomos passear.

Na volta, tanto nós, como as outras pessoas que estavam no barco da ida, pedimos para trocar de barco. Eles não deixaram e falaram que iriam consertar. Na hora de ir embora, claro que disseram que estava tudo certo. Mas, no meio do caminho de volta, o motor quebra de novo. Por sorte, estava ventando muito e chegamos até um certo ponto com rapidez. Mas, como estava sem motor, e a maré estava baixa, o barco atolou antes de chegar na praia e ficamos no mar, atolados e sem nenhum amparo. A mulher que guiava o barco é completamente sem noção e inconsequente. Falou que tinha resolvido e que estava tudo bem. Ficamos quase 2 horas atolados, esperando um resgate. Foi uma mega irresponsabilidade. Tinham grávidas, idosos e crianças dentro do barco. A Capitania dos Portos nunca deveria liberar um barco inseguro como aquele. Foi total furada.

Enfim, foi um começo de viagem que me fez perceber que talvez a nossa agência não fosse lá grande coisa… Então, pensando pela nossa experiência de ida e volta a Alcântara, eu digo que não vale a viagem. Mas, calma, não decidam ainda…. agora vem a parte legal para equilibrar 😉

O que fazer em 1 dia em Alcântara, Maranhão

1- Museu da Aeronáutica
A nossa primeira parada na cidade foi o Museu da Aeronáutica. Ele é bem simples e não tem muito o que ver, mas as explicações sobre o status do Brasil em relação a lançamento de foguetes, planos de satélites e etc, foi bem interessante. Percebemos que o planejamento não é o forte do nosso Governo (novidade, né?), nem quando se trata de assuntos aeronáuticos. Foi nessa base de Alcântara que teve a famosa explosão em 2003 e morreram 21 pessoas. E desde lá, não lançaram mais nada. Tinha um planejamento para lançamento em 2014, mas não deu certo.

2- Igreja dos Escravos
Sabem por quê existem tantas pessoas com o nome Raimundo Nonato no Nordeste? Os escravos acreditavam que o Santo Raimundo Nonato abençoava os partos das mulheres grávidas e o jeito de o retribuir era nomeando o filho em sua homenagem! Essa e outras curiosidades foram contadas por um guia local chamado João, que conhece as histórias e lendas locais. A Igreja é super simples, mas as histórias que ele conta são muito curiosas e valem a visita. No final da visita, ele nos mostrou também como eram as batucadas dos escravos.

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3- Igreja da Nobreza
Fica mais perto do mar e é bem bonita por fora. Não conseguimos visitar por dentro.

4. O que eu mais gostei em Alcântara, na verdade, foi andar pelas ruas e ouvir a história da cidade. Ela foi praticamente feita para uma visita do Dom Pedro II (por isso o nome Alcântara, em homenagem à família real). Eles prepararam toda a cidade para a visita, começaram a construir casas enormes e estruturaram tudo para receber a família do rei.

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O porém: Dom Pedro acabou não indo para lá. E assim, eles pararam as construções no meio, largaram tudo como estava e a cidade ficou eternamente marcada pela carência dessa visita. Então, quando você anda na rua, eles vão mostrando casas em ruínas que pertenciam aos partidos políticos da época e que estavam sendo feitas para impressionar Dom Pedro. Mas, as casas não estão em ruínas porque foram destruídas, elas nunca terminaram de ser construídas!

E em homenagem a essa visita que nunca aconteceu, todo mês de maio, eles fazem uma festa chamada a Festa do Divino. Essa festa dura 12 dias. Os moradores da cidade fazem banquetes em suas casas e abrem as portas para os visitantes e turistas. São eleitos um “imperador” e uma “imperatriz” que “reinam” até maio do ano seguinte. Todos usam roupas especiais, não pode usar roupa curta, nem repetir roupa. Também não pode ficar de braços cruzados (oi?).

Enfim, eles transformam a cidade para o evento, como se estivesse na época do Dom Pedro.

E enquanto passeávamos pelas casas e ruas históricas, o nosso guia foi contando as histórias e lendas locais. Adorei!

Alcantara

Por fim, eu gostei muito de ter ido a Alcântara para conhecer esse lado histórico e visitar a cidade. Mas, a ida e volta para chegar lá foi um inferno! Nós demos azar porque tivemos muitos problemas com o barco. Mas, outras pessoas já comentaram que também demoraram muito para chegar e que acharam que para passar um dia, não valia a viagem.

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Rota das Emoções: como planejar a viagem de Jericoacoara a Lençóis Maranhenses

Essa era uma das minhas viagens dos sonhos e esse ano consegui realizar. Foram 15 dias de paisagens maravilhosas, com praias, dunas, pôr-do-sol, calor e muito peixe frito!

Rota-das-emocoes

Essa não é uma viagem muito fácil de organizar porque muitos dos lugares são parte de parques nacionais e precisam de pessoas autorizadas para entrar. Além disso, o acesso de um lugar para o outro não é simples e muitas vezes precisa de algum transporte especializado (jardineiras, bugues, 4×4, etc).

Então, criei um passo-a-passo de como organizar essa viagem para a Rota das Emoções. Lembrando que eu não sou uma agência especializada, então, o que eu vou dividir aqui é a minha experiência e como eu organizei a viagem. Não significa que é o melhor jeito para todos!

Passo-a-passo para planejar uma viagem pela Rota das Emoções: de Jericoacoara a Lençóis Maranhenses

1. Viajar com ou sem agência:
Como eu falei, não é uma viagem simples de organizar, então, a primeira decisão é se você vai fazer por conta própria ou se vai contratar uma agência. Eu geralmente organizo minhas viagens sozinha, mas nesse caso, achei que valia a pena fechar todos os passeios, hotéis, festa do ano novo e transportes de uma vez só. A agência que eu usei foi a Natur Turismo, mas eu NÃO recomendo. Tivemos diversos problemas com eles.

2. Número de dias da viagem:
É importante definir os dias da viagem para poder decidir quais lugares serão visitados e o orçamento total. Não recomendo fazer essa viagem com menos de 10 dias de duração. Se eu tivesse menos tempo, escolheria só parte dela, como Jeri + Fortaleza ou São Luis + Lençois. A viagem completa vale a pena quando você realmente tem tempo para conhecer cada parte, curtir e relaxar!

Nós ficamos 15 dias viajando pela Rota das Emoções. A nossa divisão de dias foi a seguinte:

1 dia em São Luis
1 dia em Alcântara
1 dia em Santo Amaro
4 dias em Barreirinhas
3 dias no Delta do Parnaiba
4 dias em Jericoacoara
1 dia em Fortaleza

Lembrando que alguns trajetos são longos e tomam quase o dia todo.

Mapa Rota das Emocoes

Mapa Rota das Emocoes

3. Orçamento:
Pensem mais ou menos em quanto vocês gostariam de gastar pela viagem completa. Com base nisso, definam com a agência os níveis do hotel, os tipos de transportes, os restaurantes e passeios.

Existem diversos jeitos de fazer essa viagem, com mais luxo ou menos luxo. Então, é só pedir para a agência planejar de acordo com suas necessidades.

Na nossa viagem, nós optamos por fazer os passeios mais legais, ter ótimos transportes de um local para o outro, comer em restaurantes locais e ficar em hotéis 3 ou 4 estrelas (mas variou muito o nível do hotel dependendo da cidade).

Quando a agência mandar as opções de hotéis e passeios, deem uma olhada nas avaliações e no tipo do hotel para não ter surpresas. Em Santo Amaro, por exemplo, nosso hotel não tinha água canalizada, nem água quente e só descobrimos quando já estávamos lá.

4. Definir trajeto:
Essa viagem pode ser feita de São Luis para Fortaleza ou ao contrário. Nós decidimos começar em São Luis, por diversas razões:

  •  era época do Ano Novo e não queríamos estar em Jeri nos dias em que a praia fica lotada e os hotéis muito mais caros
  •  as passagens de ida para o Maranhão e volta por Fortaleza estavam muito mais baratas
  •  em Jeri, não quisemos fechar muitos passeios para poder descansar, curtir a praia e comer quando dava vontade, então, achamos que seria mais legal estar lá no final da viagem, quando a gente já estava cansado de acordar cedo e fazer muitos passeios.
  •  Achamos também mais interessante começar com a parte mais histórica e urbana e terminar na praia

5. Garantir que todos os transportes estão no pacote: garantam que não ficou faltando nenhum trecho da viagem. Como são muitos passos para chegar em cada lugar é importante deixar tudo bem organizado para não descobrir na hora que faltou um barco, um carro, ou um ônibus no caminho.

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6. Pagar e aproveitar!

Nós preferimos fazer o pagamento todo de uma vez para a agência para não pensar mais nisso durante a viagem. Mas, às vezes, pode ser vantajoso quebrar em parcelas. No nosso caso, o valor total aumentava muito, então, era melhor fazer à vista.

Enfim, depois de tudo planejado é só curtir a viagem! As paisagens são maravilhosas e vale muito, muito a pena conhecer a região!

Para acompanhar todos os posts dessa viagem, é só clicar aqui.

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O que fazer em 1 dia em São Luis do Maranhão

Fiz uma viagem incrível de São Luis do Maranhão à Fortaleza de carro. Passamos por Lençois Maranhenses, Delta do Parnaíba e Jericoacoara. Para acompanhar todos os posts dessa viagem, é só clicar aqui. Para saber como planejar a viagem completa pela Rota das Emoções, veja o post roteiro aqui.

O que fazer em 1 dia em São Luis do Maranhão

São Luis é uma cidade com potencial para ser charmosa, mas a conservação da cidade deixa a desejar.

Ela é cheia de história porque era habitada por indígenas, depois foi colonizada por franceses e portugueses, e fica na região Nordeste, portanto, seus costumes são uma mistura da cultura típica nordestina com a indígena e a européia. Ouvimos falar do bumba meu boi, comemos moquecas de camarão e vimos azulejos portugueses por todos os lados. É realmente fácil perceber as influências da cultura da cidade.

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Os azulejos portugueses pelas pequenas ruas do centro histórico são super charmosos e coloridos. O centro histórico é interessante e vale a pena ser visitado, mas poderia ser muito mais atrativo se tivesse restaurantes e bares conservados e se as fachadas fossem todas restauradas. Com certeza seria um lugar turístico melhor do que é hoje.

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Nós passamos só um dia na cidade, por isso, preferimos ficar hospedados no próprio centro histórico para otimizar o tempo. Mas, conseguimos jantar na parte mais moderna da cidade, onde estão diversos hotéis e restaurantes.

O que fazer no centro histórico de São Luis

1. Visitar a Catedral da Sé: quando chegamos na porta da Catedral, fomos abordados pelo Reinaldo, que nos engajou no papo e acabou fazendo um mini tour lá dentro. Foi bem interessante. A catedral era uma antiga igreja jesuíta, que foi construída pelos índios e inaugurada no ano de 1699. Depois da expulsão dos jesuítas ela passou a ser a catedral da cidade.

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2. Palácio dos Leões: é o edifício sede do Governo no Maranhão. Nós não entramos, só vimos por fora, mas ele fica no alto e tem uma vista bonita do mar, principalmente no fim da tarde.

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3. Caminhar pela Rua Portugal: cheia de lojinhas de artesanato. Passamos pela Casa das Tulhas, um espaço que parece um mercadão central, com botecos e lojinhas que vendem cachaça tiquirá (uma cachaça local roxa, feita de mandioca), farinha, guaraná jesus, entre outras coisas. É bem sujo e meio escuro, mas interessante de ver.

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4. Casa de Nhozinho – museu muito legal que conta sobre as diversas culturas que influenciam o artesanato e folclore local. Tem bonecos, roupas, objetos indígenas, diversas miniaturas de embarcações típicas da região, e muito mais. São 3 andares de uma casa e há um guia para acompanhar a visita. Eles contam também sobre os artistas e a arte maranhense. O nome do museu é em homenagem ao Nhozinho, que foi um artista renomado no Maranhão. A entrada é grátis.

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5. Andar pelas ruazinhas e becos do centro histórico para ver os azulejos portugueses. A parte que eu achei mais legal: quando sai do Palácio dos Leões, entra na rua ao lado do Banco do Brasil e desce em direção à Rua Portugal.

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Onde comer em São Luis:

Como nós ficamos apenas 1 dia na cidade, nós almoçamos no centro histórico e jantamos na “cidade moderna”.

No centro não encontramos muitas opções de lugar para comer, então almoçamos no Grand São Luis Hotel. A comida estava ótima. Pedimos um peixe ao molho de camarão e uma Caldeirada maranhense (de camarão). O pirão e peixe estavam excelentes. O serviço é meio devagar.

Para jantar fomos no restaurante Chapéu de Palha, fora do centro histórico. Tem mais de um, mas o que fomos é o da Avenida Litorânea. O restaurante é bem legal, grande, e a comida é muito boa. Pedimos carne seca de picanha com vários acompanhamentos. Comemos o arroz típico da região, pastel com geleia de pimenta e sobremesa: pavê de bem casado.

Onde se hospedar em São Luis:

Ficamos hospedados no Grand São Luís Hotel, muito bem localizado no centro histórico. Ele fica ao lado da Catedral da Sé e de lá dá para ir a pé a todos os outros pontos do bairro.

O hotel não tem nada de especial, mas é bom. O quarto é grande e confortável, os banheiros são limpos, com água quente e a comida do restaurante é muito boa.

Para ver outros hotéis em São Luis do Maranhão, clique aqui.

Fica a dica!

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