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O que comer no Borough Market, em Londres?

borough market

Eu já fui a Londres algumas vezes, mas nunca tinha ido ao Borough Market. Dessa vez, fui acompanhada da Natasha e do Antonio, um casal de amigos queridos que mora em Londres, e eles não só me levaram para conhecer o mercado, mas fizeram o tour gastronômico especial. Comemos de tudo um pouco, de sanduíche de chorizo a paella e raclete, experimentamos diversas comidinhas incríveis por lá!

Esses mercados gourmets são realmente uma parte importante das minhas viagens. Lá a gente descobre ingredientes diferentes, chefs super simpáticos, excelentes cervejas, e óbvio, uma comida de dar água na boca. Mas, as vezes, quando chegamos nesses mercados, ficamos meio perdidos tentando descobrir por onde começar e o que vale a pena comer. Pensando nisso, fiz um passo a passo do Borough Market, para não deixar nada de fora!

Para chegar no Borough Market, o melhor jeito é pegar o metrô e descer no ponto chamado “London Bridge”. De lá, em menos de dois quarteirões, você chega no Borough Market.

Antes que vocês comecem a ler e achem que eu consegui comer tudo isso, já explico! A gente pediu um de cada e foi dividindo tudo entre 3 pessoas! E ainda assim, era muita comida!!

O que comer no Borough Market?

 1- A minha sugestão é começar pela Stoney Street, bem em frente ao Apple Bees, tem uma barraca de wraps. Peçam um Garlic Prawn Wrap, um wrap de camarão e alho imperdível.

Borough-market

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2. Ao lado dessa barraquinha, tem um pub na esquina, chamado Market Porter. Comprem uma Guiness para acompanhar o wrap. Não esqueçam de pedir copo de plástico, para poder tomar a cerveja na rua.

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2- O segundo passo é comer um sanduiche de chorizo em um stand chamado Brindisa Chorizo BBQ. Eles ficam do outro lado da rua, olhando para a entrada do mercado, do lado esquerdo, na rua mesmo, não dentro do Borough Market. O sanduíche é incrível!

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3- Próximo passo é ir ao bar de cider (sidra), dentro do mercado, e pedir uma! Eles tem ciders (sidras) de vários sabores diferentes. A sidra é uma bebida alcoólica, derivada do suco de maçã. É super típica na Inglaterra, vale experimentar!

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4- Depois da cider, fomos andar pela parte mais antiga do mercado e comemos uma paella! Estava uma delícia. Ali pertinho  tem também ostras enormes e maravilhosas. Acho que foi a melhor ostra que já comi!

Borough-market

Borough-market

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5- Ainda na parte velha do mercado, tem diversas frutas e especiarias interessantes. Comprei um azeite de trufa branca muito bom!

6- Depois de passear pela parte interna do mercado, fomos para a parte nova, onde pedimos uma raclete deliciosa e demos uma voltinha por ali.

Borough-market

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7- Voltamos para a Stoney Street e ali tem um café excelente na esquina. Chama Monmouth. Infelizmente não consegui experimentar o café porque a fila estava enorme, mas me falaram que é ótimo.

Depois de comer tanto, nesse “brunch” no mercado, sentamos na rua e ficamos conversando por ali. De repente começam a passar centenas de pessoas de bicicleta. Descobrimos que é um evento anual, chamado Tweed Run, em que as pessoas saem pelas ruas de Londres, vestidos com roupas vintage. É super divertido de assistir. De crianças a idosos, eles vão explorar Londres com roupas do século passado. Para saber quando é a próxima, acompanhem esse site: Tweed Run.

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 Enfim, o Borough Market é um lugar especial e vale muito a visita. Não deixem de conhecer e de experimentar essas comidinhas.

Tem mais dicas do que comer no Borough Market? Deixe um comentário abaixo!

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Viajar sozinha pela Europa: entrevista com Bia Gomes

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Uma das coisas que mais mexe comigo é poder despertar nas pessoas a vontade de viajar, de conhecer culturas, de descobrir o diferente, de experimentar. Às vezes vejo pessoas com desejos de explorar o mundo, mas por medo, falta de tempo ou por não saber nem por onde começar, acabam deixando de viajar. Mas quando encontro alguém que conseguiu enfrentar essas dificuldades e se jogou no mundo, eu sinto como se fosse eu mesma viajando! E compartilhando essas experiências, eu quero despertar nos outros esse ímpeto de arrumar a mala e sair por aí.

Assim foi com a Bia. Eu a conheci quando era adolescente, mas nunca mais tínhamos nos encontrado. Recentemente trabalhamos juntas em um projeto e logo percebi que ela tinha histórias. E estava passando por um momento especial. Fomos tomar um café e ela me contou sua motivação em viajar e deixar tudo para trás por um tempo. Ela foi viajar sozinha pela Europa e curtir a própria companhia! Pedi para ela dividir aqui no blog, as alegrias e angústias dessa viagem. Espero que gostem e se sintam inspirados!

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Entrevista com Bia Gomes

P: Por que você decidiu viajar sozinha pela Europa?

B: Há uns 3 anos passei por grandes mudanças na minha vida e escutei por muito tempo dos meus amigos e parentes: você precisa ir viajar!
Acho que aos poucos fui amadurecendo isso dentro de mim! Fiz um curso de autoconhecimento em maio e foi o empurrão que faltava! Toda a coragem estava dentro de mim! Acordei um dia e pensei: quero ser uma  velhinha com histórias pra contar e não pensar que vivi a vida para pagar contas! Pedi as contas no trabalho, vendi meu carro e fui viajar sozinha pela Europa! Só com a passagem de ida e volta, 1 mala média e uma pequena, montes de livros e sonhos! (Confesso que li apenas um! E ainda dei alguns pelo caminho!)
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P: Quanto tempo você ficou viajando? Para quais lugares você foi?

B: Fiquei quase 3 meses viajando completamente sem roteiro pela Europa! Visitei a Alemanha, Dinamarca, Holanda, Suíça, Áustria, Hungria, Grécia, Itália, Vaticano, Portugal e Inglaterra!

P: Como você escolheu esse roteiro? Você planejou tudo antes ou foi sentindo o que queria fazer ao longo da viagem?

B: Eu tinha a casa de uma pessoa querida no norte da Alemanha que foi a minha base! Mas não fiquei lá mais de 15 dias!
Não tinha roteiro nenhum! Cheguei na Alemanha e comecei a pensar e planejar! Um amigo brasileiro estava em Copenhagen e me convidou para passar uns dias com ele: fui! De lá fui pra Amsterdam, que era o meu sonho maior da Europa! Lembro de acordar um dia e pensar “estou gostando muito daqui (Amsterdam)! Vou ficar mais 2 dias!”, estiquei a hospedagem e fiquei! Acordava, abria um mapa da Europa no celular e pensava… “Para onde eu vou?” E simplesmente ia! Essa liberdade foi transformadora!

Conheci muita gente do mundo inteiro, mas definitivamente me conheci de uma forma profunda e intensa. Estar longe de tudo e de todos faz com que você aprenda a lidar com as coisas de uma forma muito diferente.
Passei uns perrengues… claro! Nas primeiras estações que chegava lembro que tomava um chá de cadeira para conseguir chegar ao hostel… com o tempo fui ficando mais descolada!

P: Onde você se hospedava?

B: Fiquei em hostel na maioria dos lugares! E mesmo tendo conhecido muita gente, confesso que como estou um pouco mais velha essa parte é mais complicada…

P: O que você mais gostou de viajar sozinha pela Europa?

B: O que mais gostei foi a liberdade de escolher cada passo sozinha, sem me preocupar com nada além de mim mesma! Sentir o vento no rosto… e ser livre! Foi inexplicável a importância disso tudo pra mim!
Além disso, a forma como estar longe me aproximou da minha família foi mágica! ❤️
Até hoje temos o grupinho de whatsapp: “a viagem da Bia!” em que trocamos mensagem todos os dias! Minha família me apoiou e incentivou muito!

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P: E o que você menos gostou de viajar sozinha pela Europa?

B: Sinceramente, apesar de ter ficado tanto tempo viajando, acabei não conhecendo muito bem os lugares em que estive… é até engraçado, afinal foram quase 3 meses… mas me permiti não fazer aqueles roteiros exaustivos de turista… eu vivi um pouco cada cidade… e acabei não vendo tudo o que queria… mas essa parte nem é tão ruim porque assim vou ter que voltar!

P: Quais os prazeres e dificuldades de viajar sozinha?

B: O prazer é um pouco do que falei antes… a liberdade de escolher ir pra direita ou esquerda…  a hora que quiser e como quiser… até conheci pessoas que queriam passar o dia junto…. e eu gentilmente falava: podemos encontrar a noite pra jantar? Porque realmente queria poder mudar a qualquer momento… ver um lugar legal e parar… Quando você está com outras pessoas precisa conciliar as vontades!

As dificuldades: eu sou muito apegada a amigos e família e senti muita saudade, de algumas pessoas em especial! Chorei fazendo o passeio no canal de Amsterdam, vendo coisinhas em Budapeste… foram poucos momentos assim, mas eles existiram! Até postei uma foto no Instagram dizendo isso: não é 100% do tempo de alegria! Fiz até alguns facetimes chorando com a minha mãe pra desabafar as coisas que sentia! (E imagino o aperto no coração dela aqui no Brasil!)

E fiquei muito muito grudada com a minha irmã! A cada dois dias ela me mandava uma mensagem dizendo o quanto sentia a minha falta! Acabamos ficando ainda mais próximas.

E o que mais senti falta? De abraços de verdade! Sofri com isso! Porque é diferente um abraço com amor né?
Uma coisa boa foi que em algumas cidades fiquei em casa de amigos, e não sei explicar porque mas acabei indo em todas elas mais para o final da viagem, quando já estava bastante cansada. Me senti acolhida por eles… Milão, Londres, e Cascais! Foram os meus “lares” de verdade! Eles não fazem a menor idéia do que fizeram por mim nos dias em que estive com eles! Foi muito importante mesmo esse carinho! Lembro de agradecer a um amigo de Londres por ter cochilado a tarde no sofá na casa dele! A gente aprende a dar valor para coisas muito muito simples!

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P: Você quer contar alguma história ou dar uma dica específica para o Xplora?

B: Quando estava na Suíça, fui em um local que tinha um gramado e um lago com pessoas tomando sol. Levei uma canga e deitei para escrever no meu diário de viagem! Eis que levei uma picada de abelha! E sou ALÉRGICA! Depois de 2 dias, quando estava em Viena comecei a ter uma reação. A minha perna ficou o dobro do tamanho, quente, dolorida, áspera… tive que pegar mais leve e esperar melhorar pra viajar de novo. Fiquei lá quase uma semana! Acabei me apaixonando pela cidade! Fiz uma amiga da Turquia e fui muito feliz por ali. Mas foi um susto! E se eu não tivesse ficado tanto tempo talvez não conhecesse essa amiga querida, que ainda foi comigo pra Budapeste.

Outra coisa que me marcou foi que muitas pessoas me perguntaram o que eu aprendi e vivi na viagem Mas, algumas simplesmente não perguntaram. Disseram que viram em mim… Acho que eu estava transbordando alegria e mostrando de coração aberto o que estava vivendo e sentindo.
O que mais marcou para mim em toda essa experiência foi a coragem de ter ido viajar sozinha pela Europa sem planos e me permitir viver aqueles momentos. Isso ninguém nunca vai tirar de mim! A emoção de ver tanto! No mundo e em mim! Foi inesquecível! Agora fico aqui sonhando e planejando as próximas…

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7 dicas do que fazer em Gramado e Canela com crianças

gramado e canela com crianças 8

Gramado é uma cidade charmosa e cheia de hoteis, parques, lojinhas e restaurantes. Ao longo do ano, acontecem vários eventos em Gramado, mas a época em que a cidade fica mais cheia é no Natal Luz, que vai de novembro a janeiro. A cidade fica toda iluminada, cheia de atrações de Natal, toda decorada. Não falta o que fazer em Gramado e Canela com crianças!

Nós fomos no feriado de 15 de novembro e, apesar de bastante gente, não encontramos filas enormes ou multidões que atrapalharam o nosso feriado. Ficamos hospedados em Canela e alugamos um carro para poder ir para Gramado com facilidade.

Agora que tenho um filho pequeno o foco das nossas viagens mudou um pouco. Deixou de ser viagem romântica e passou a ser viagem com crianças… Por isso, não conseguimos jantar todos os dias em restaurantes legais, nem emendar programas que duram até tarde, mas conseguimos encontrar atividades e passeios para aproveitar Gramado e canela com crianças. Gostamos mais de lugares abertos, espaçosos e que as crianças são bem vindas!

Gramado e Canela com crianças

7 dicas do que fazer em Gramado e Canela com crianças

Snowland

É um parque de neve e atividades de inverno indoor. Tem uma pista de esqui e snowboard, pista de patinação no gelo, boia para deslizar na neve.

Algumas informações importantes:

  • Lá dentro a temperatura ambiente é por volta de 15 graus, faz frio! Nessa temperatura tem algumas lojinhas, um restaurante, alguns brinquedos e um local para bebês pequenos. Se você decidir entrar para a área da montanha, onde fica a pista de esqui e a neve, aí a temperatura cai para zero graus!
  • Crianças menores de 2 anos não podem entrar na área da montanha
  • Eles fornecem roupas especiais para entrar na montanha

Eu fiquei com meu filho na parte mais aquecida, fui patinar no gelo e brincar na área de bebê. O resto do nosso grupo, foi descer a pista de snowboard. O lugar é bem organizado e estruturado. Não é enorme, nem cheio de atrações, mas é divertido.

Para mais detalhes, vejam o post completo no blog Café Viagem.

Gramado e Canela com crianças

Aldeia do Papai Noel (antigo Parque Knorr)

Uma graça de lugar. É um parque natalino com diversos ambientes diferentes. Tem a casa do Papai Noel, a fábrica de brinquedos, trenzinho, renas, mirante e até um mini vilarejo onde neva. Os meninos adoraram explorar o parque! Fica aberto o ano inteiro e crianças até 2 anos não pagam. Verifiquem o horário de abertura e fechamento do parque porque ele varia ao longo do ano.

Para mais informações: http://www.papainoel.com/

Gramado e Canela com crianças

Gramado e Canela com crianças

Le Jardin Parque de Lavanda

Esse é um lugar em que não muita gente vai com crianças. Mas é um lugar aberto, bonito e agradável para passear com os pequenos. Tem um jardim lindo, cheio de flores e lavanda. Além do jardim, tem também algumas estufas e uma lojinha. Um passeio rápido, mas bem gostoso.

Para mais informações: http://lavandas.com.br/o-parque/

Mini Mundo

O mini mundo é um parque com uma cidade completa construída em miniatura. São inúmeras casas, aeroporto, estações de trem e pessoas interagindo com as construções…. As crianças adoraram o passeio. Na época do Natal Luz, o parque fica aberto das 8:30 às 18:30. No local tem também fraldário e um parquinho.

Para mais informações: http://www.minimundo.com.br/parque/historia

Gramado e Canela com crianças

Lago Negro

O lago negro é um parque aberto, onde se pode caminhar ao redor do lago, caminhar, descansar ou andar de pedalinho.

Existem duas opções de pedalinho, um no formato de cisne para 2 pessoas e outro, de caravela, para 2 adultos e 2 crianças.

Eles adoraram esse passeio!

Gramado e Canela com crianças

Gramado e Canela com crianças

Parques da Serra, bondinhos e Cascata do Caracol

A principal atração do parque é ver a Cascata do Caracol, uma cachoeira linda que pode ser vista do alto do bondinho.

A primeira parada do bondinho é para ver as esculturas de bichos de madeira. As crianças adoram porque podem interagir com os bichos que fazem diferentes sons.

A segunda parada é a melhor vista da Cascata do Caracol.

Gramado e Canela com crianças

Gramado e Canela com crianças

Natal Luz

O Natal Luz acontece de fim de outubro (ou novembro) a janeiro em diversas áreas da cidade de Gramado. São espetáculos, paradas, show de luzes e muito mais. A cidade fica toda enfeitada de Natal. Os principais shows são o “Natal pelo mundo” e o Grande Desfile de Natal. Como as crianças eram muito pequenas, acabamos não indo neles. Mas, fomos ao show gratuito em frente ao Palácio dos Festivais, que é para acender todas as luzes de Natal da cidade, quando começa a escurecer. É muito lindo!

Como não ficamos muitos dias na cidade, não conseguimos conhecer tudo o que estava na nossa lista de dicas. Então, deixo aqui abaixo para quem puder ficar mais tempo na cidade! (E é uma ótima razão para voltarmos para Gramado e Canela com crianças!)

Gramado e Canela com crianças

Alpen Park

Parque Terra Mágica Florybal

Mundo a Vapor

Parque dos Dinossauros

Zoo

Reino do chocolate

Museu de Cera

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Viajar sozinha pela Ásia – Entrevista com Isadora Coelho

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Eu estou num momento de autoconhecimento, de mudar de profissão, de me redescobrir. Por isso, toda semana tenho marcado cafés com pessoas inspiradoras. Em um desses cafés reencontrei uma amiga, a Isadora, uma pessoa que irradia alegria e boas energias. Ela estava partindo para a Ásia para viajar sozinha por diversos países da região!

Agora que a viagem está quase acabando, pedi para ela escrever um post para o Xplora contando um pouco da viagem e das motivações que a levaram a viajar sozinha e explorar a Ásia. Espero que gostem!

Entrevista com Isadora Coelho

P: Por que você decidiu fazer essa viagem para a Ásia e por que sozinha?

I: São muitos aspectos envolvidos nessa decisão. Mas, eu diria que o principal motivo para a viajar sozinha pela Ásia foi minha vontade de crescer, explorar e aumentar meu auto conhecimento. Estou em um momento de reflexão e muitas mudanças na minha vida. Resolvi dar um break sabático para repensar meu caminho profissional e meus relacionamentos.

Quando decidi fazer essa viagem pensei muito que gostaria que ela fosse uma viagem “contemplativa”, um momento para “lamber minhas feridas”. Mas, como tudo na vida, a viagem está sendo bem diferente do que esperava. Está sendo mais intensa e mais forte (no sentido de descobertas) do que “zen” e tranquila como eu imaginei.

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P: Por quanto tempo você vai viajar? Para quais lugares?

I: No total serão quase 2 meses de viagem. 56 dias para ser exata :)
Lugares visitados:
Tailândia: Bangkok, Phi Phi Island, Ao Nang, Chiang Mai, Chiang Rai, Koh Samui (para um retiro de yoga)
Vietnã: Ho Chi Minh City, Hoi An, Ha Long Bay e Hanoi
Laos: Luang Prabang
Camboja: Siem Reap e Sihanoukville
Cingapura
Dubai

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P: Como você escolheu esse roteiro? Você planejou tudo antes ou está sentindo o que quer fazer ao longo da viagem?

I: Eu busquei muitas dicas online, li trocentos blogs, pedi ajuda em fóruns e montei uma estrutura de roteiro inicial. Mas fui apenas com as duas primeiras semanas da Tailândia programadas, já que estava nesse momento com duas amigas. Daí em diante queria decidir tudo “on the go”. Mudei várias coisas do meu roteiro inicial e apesar de estar insegura antes de sair, foi extremamente fácil fazer isso ao longo da viagem. Aliás, as facilidades para turistas aqui no Sudeste Asiático são impressionantes, assim como a segurança para uma mulher viajando sozinha.

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P: Por que escolheu o Sudeste Asiático para essa viagem?

I: A escolha pela Ásia partiu da minha alma. Quando comecei meu processo terapêutico, alguns vários anos atrás, minha psicóloga pediu que eu levasse uma peça do meu armário por intuição para uma sessão. Levei uma sandália que comprei em Roma e que era um pouco étnica. No nosso processo, ela pediu para que eu fechasse os olhos e visse para onde esse objeto me levaria e ele me levou para os mercados flutuantes asiáticos, provavelmente algum tailandês. Na época não conhecia ninguém que tivesse ido ou que tivesse me contado em detalhes sobre uma experiência dessas, então só posso entender isso como um chamado.

Além disso, tenho uma forte conexão com o Reiki, com as filosofias budistas e hinduístas e queria descobrir mais sobre esse outro mundo, me aprofundar nesse universo.

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P: Quais os prazeres e dificuldades de viajar sozinha?

R: Eu já tinha viajado sozinha antes, mas por curto espaço de tempo. Dessa vez realmente estou vendo os sabores e dissabores desse tipo de aventura. Pelo lado positivo, é muito mais fácil conhecer gente, se conectar com novas culturas e fazer amizades. Além disso, você tem toda a liberdade para fazer tudo no seu timing, do seu jeito e da maneira que mais te agrada.

Pelo lado dos dissabores, tem momentos que você está mais vulnerável e queria ao seu lado seus familiares e amigos amados. Estive doente em lugares que mexeram comigo e acabei não fazendo amizades, me senti muito sozinha e triste nesses dias.

Outro ponto difícil é que você que está decidindo tudo, então, se algo não sai dentro da sua expectativa não tem ninguém a culpar a não ser você mesma. Por isso, tem que se controlar para não ficar muito na nóia e levar os perrengues de uma forma mais tranquila.

Por último, algo que é bom e ruim de viajar sozinha são os momentos de reflexão… é uma oportunidade incrível para se auto observar e avaliar seus pensamentos. Bom por esse lado, mas ruim porque às vezes acaba se deixando levar por um flow de muitos pensamentos já que são muitas e muitas horas consigo mesma no silêncio.

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P: Até agora, o que você mais gostou e menos gostou da viagem?

R: Difícil escolher! Mas diria que o que mais gostei foi da Tailândia (acho que praias paradisíacas perto de Phi Phi, o mercado flutuante e Chiang Mai). Gostei muito também dessa cidadezinha do Vietnã chamada Hoi An. Foram momentos mágicos vividos nesses lugares: muitas cores, cheiros, sensações. Acho que a Ásia é muito sensorial e isso me encanta demais! Esses lugares foram os que mais despertaram todos os meus sentidos. Confesso também que Cingapura com seu luxo, sua segurança e mix de pessoas incríveis e inteligentes também me fez ter vontade de ficar por lá!

O que menos gostei foi de Sihanoukville no Camboja. As praias são suuuuuper sujas, consequência de muita pobreza e de uma história extremamente triste (recente genocidio vivido no país). Ainda que não gostei objetivamente do lugar e de ter sido o que fiquei menos bem acomodada em todos os aspectos, acho que ele representou um momento importante para mim e me fez repensar em muitas coisas do que quero contribuir para o futuro e como quero lidar com a minha sombra. Por isso, não sei se o correto é dizer que não gostei. Foi o lugar que mais me tirou da minha zona de conforto.

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Dicas da Isadora para o Xplora

1. Vistos são super fáceis, mas vale checar e organizar antes de sair do Brasil. Ponto importante: para o Vietnã se você fizer o e-visa, vale pagar a taxa de agilizar a fila e cuidado, pois ele tem uma data de início fechada. Perdi um voo por isso. Ah e na Tailândia é um pouco confusa a chegada, vá direto para o Health Control.

2. Os apps são seus melhores amigos na decisão de viagens feitas em cima da hora. Booking.com (depois de várias reservas você vai se transformar em genius e aí tem 10% em várias acomodações), trip advisor, skyscanner, blinkist para ler resumo de livros, bom e velho Google maps. E aí vale muito a pena comprar chip apenas com internet em todos os destinos. A dureza vai ser se controlar para não ficar o tempo todo conectado, mas a diferença de fuso ajuda nesse sentido.

3. Se puder compre um Kindle, eu quis trazer vários livros e acabei pedindo para minhas amigas levarem de volta da Tailândia, porque o peso é chato de carregar e você acaba ficando com poucas opções sem o Kindle.

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4. Mala ou Mochila: isso foi um dilema para mim e acho que é uma decisão extremamente pessoal e depende do tipo de viagem que você vai querer fazer. Eu senti que estava num meio termo que era difícil definir: não era mochileira, mas também não era do luxo (nas duas primeiras semanas fomos um pouco mais do luxo).

Possivelmente poderia ficar em hostels, mas preferia hotéis, mas tinha ilhas e muitas paradas, então o que fazer?
Bom, decidi por uma mala de 23kg e não me arrependi. Levei mala dura e com um sistema de organização dela que mantive durante toda viagem. Achei que foi fácil demais, como meu armário portátil. Usei muitas lavanderias ao longo da viagem. Levar vários acessórios me ajudou a enjoar menos das roupas. Acho que foi a mala mais bem pensada da minha vida.

Porém não tive espaço para comprar, não queria ficar carregando o peso! Isso pode ser frustrante porque aqui é ótimo comprar, então talvez numa próxima viagem, eu traria ainda menos coisas, tipo 15kg numa mala de 23. Ahh e dá para pagar sua bagagem em todos os voos. Eles são flexíveis nos que já tem bagagem de 20kg inclusos, só paguei excesso 1X e foi baratinho.

5. Entregue-se a diferentes experiências: aula de culinária, passeio em tours de um dia, escaladas, diferentes tipos de comida. Me descobri demais nessa jornada. Fiz o que meu coração estava pedindo em cada momento, fiz até muito nada, o que também foi ótimo.

6. Conversar com pessoas que são diferentes de você: a minha maior descoberta aqui é que tem muuuita gente aventureira no mundo e vivendo um estilo de vida tão livre e ainda assim trabalhando e vivendo bem. Vários digital knowmads por aí… fiquei com muita vontade! Vou achar uma maneira de incentivar ao máximo as pessoas a fazerem um período sabático e enxergarem que tem tantas possibilidades nessa vida. Meu primeiro passo é essa entrevista aqui! Espero ter podido inspirar um pouquinho algumas pessoas 😉
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Dica de hotel em Bariloche: LLao LLao Hotel & Resort Golf Spa

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Para quem vai à Bariloche, existem diversos tipos de hotel para se hospedar. Alguns mais perto do centro, outros das montanhas de esqui, outros ainda dos lagos. Eu tive a incrível oportunidade de ficar hospedada no Llao Llao Hotel & Resort Golf Spa, um hotel ícone da cidade de Bariloche, que fica no alto da colina, ao redor do lago Nahuel Huapi e de frente para os Andes, e por isso, as paisagens são maravilhosas.

Mesmo para quem não fica hospedado lá, vale conhecer o hotel. Ele já é considerado um dos pontos turísticos de Bariloche!

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Hotel Llao Llao

O hotel é um resort 5 estrelas, luxuoso, com serviço excelente. É parte da selecionada rede Leading Hotels of the World.

Eu fui no verão, então, para onde eu olhava, via flores coloridas, montanhas verdes, o lago. A primeira impressão de entrar no quarto e ver aquela vista é sensacional.

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O hotel tem duas alas, uma mais antiga e uma mais recente. Tem quartos disponíveis nas duas e a vista é linda de qualquer lugar.

O hotel tem diversos restaurantes e cafés. O café-da-manhã é farto e servido em um restaurante de vidro, de frente para as montanhas. De noite, jantamos no Restaurante Patagonia e a comida estava ótima também.

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Atividades

Nós fomos no verão, então, não tinha neve. Mas, não estava calor! Pegamos dias frios mesmo em dezembro. A temperatura estava perto dos 10 graus.

Fizemos caminhadas pelo Parque Nacional Nahuel Huapi para curtir a paisagem em volta do hotel.

Fomos também na piscina aquecida que tem borda infinita, área externa e coberta e fica no meio dessa vista linda!

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Eles oferecem outras atividades também como arco e flecha, spinning, e academia e, como o próprio nome diz: Spa e Golf.

O hotel é geralmente recomendado para casais, mas nós fomos com criança pequena (1 ano) e ele amou! Correu pelos gramados, curtiu a piscina, subiu e desceu a escadaria do café-da-manhã, foi no salão de jogos e se divertiu.

Apesar de ser famoso como hotel romântico, eles oferecem estrutura para crianças de várias idades.

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Localização

O hotel tem uma localização especial, pois é super exclusivo e longe do movimento, fica ao redor das montanhas e do Lago Nahuel Huapi.

Ele está a 20km do centro e 20km do Cerro Catedral (local de esqui), ou seja, precisa de carro para se locomover por ali.

A nossa experiência foi muito boa! É um hotel que dá vontade de voltar. Valeu muito a pena ficar hospedada no Llao Llao.

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O que fazer em 7 dias em Santiago e arredores

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Se você está pensando em ir a Santiago, no Chile, mas está na dúvida se dorme a semana inteira em Santiago, ou se vai viajar pelos arredores e não sabe bem o que fazer por lá, esse post é para você. Eu tive uma experiência incrível de 1 semana pela região. Pegamos dicas de pessoas que moraram por ali e acabamos visitando lugares especiais!

A história da viagem ao Chile começa triste, mas acaba superando as expectativas! Eu fui parar no Chile sem querer… estava de malas prontas para Paris. Super empolgada, fui para o aeroporto e por problemas na data do passaporte do meu namorado, acabamos não conseguindo embarcar.

Fiquei chateada, mas levantamos a cabeça e de uma hora para outra resolvemos mudar todos os planos e ir para o Chile, que não precisava do passaporte. Corremos para pegar dicas, trocamos a mala de frio pela de calor e lá fomos nós.

Tínhamos uma semana para desvendar os arredores de Santiago. E descobrimos cada lugar incrível… que eu até esqueci que ia para Paris!

Passei 3 dias inteiros em Santiago e depois íamos fazer viagens de bate-volta para as praias, vinícolas, e regiões ao redor. Fiz uma lista dos melhores lugares para visitar por ali!

Primeiro, quais são os pontos que não podem faltar na visita à Santiago!

O que fazer em Santiago

1- Cerro Santa Lucia – parque gostoso para passear, descansar e fazer caminhadas.

2- Cerro San Cristobal – um dos lugares mais altos da cidade, com uma vista linda. Lá tem também algumas piscinas públicas e um zoológico.

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3- La Chascona – uma das casas do Pablo Neruda, localizada em Santiago. As outras ficam fora da cidade. Vale a pena conhecer para entender mais sobre a vida dele e seu jeito e estilo.

4- Plaza de Armas – praça central onde fica a Catedral Metropolitana, os correios e o Palacio de la Moneda.

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5- Pueblito Los Dominicos – lugar antigo que foi transformado em uma feira de artesanatos locais.

6- Plaza Mulata Gil – não é famosa, mas eu achei uma graça. É uma mini praça fechada com várias lojinhas e restaurantes legais ao redor dela.

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Onde comer em Santiago

Comemos muito bem em diversos lugares em Santiago. Alguns dos que mais gostamos:

1- Restaurante Ox – restaurante de carne muito bom! E eles servem algodão doce com mini sorvete de sobremesa.

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2- Restaurante Santeria -Um lounge com ambiente super agradável para o almoço. Fica do lado da La Chascona.
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3- El otro sitio – restaurante dentro do shopping Parque Arauco que tem um pisco sour delicioso. Vale muito a pena conhecer o shopping também, é lindo!

Depois de 3 dias em Santiago, usamos o resto da semana para conhecer os arredores da cidade. Aqui a lista dos nossos preferidos:

O que fazer nos arredores de Santiago

1- Viña del Mar: quase todo mundo que vai a Santiago acaba visitando Viña del Mar e Valparaiso. Eu fiquei muito pouco tempo por ali, e por isso, não consigo falar com muita propriedade. Mas, achei uma cidade e praia, bonitinha. Nada demais. Divertido mesmo foi ir ao Cassino à noite!

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2- Valparaiso: pouquíssimas pessoas acham que vale a pena a visita. Eu particularmente passei rápido pela cidade e achei o que todos acham na primeira impressão: cidade feia, caótica, e desorganizada. Dizem, que existem bons achados por ali para comer e passear, mas tem que encontrar os cantinhos! Recomendam que leiam esse post do Viaje na Viagem para saber mais sobre o que fazer em Valparaiso.

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3- Praia de Reñaca e Concõn: Passando por Viña del Mar e continuando pela praia, logo você chega a Reñaca y Concõn, duas cidades de praia animadinhas e divertidas. As praias não são maravilhosas, mas são lugares gostosos para comer a beira-mar.

4- Praia de Zapallar: ainda pelo mesmo caminho, mas já mais longe, vale andar mais uma hora de carro no litoral e conhecer a Praia Zapallar. É uma praia linda, com areia branca e mar verde. Lá tem um restaurante muito bom chamado Chiringuitos, onde tem que comer “los locos”. Muito bom!

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5- Vinícola Concha y Toro: Saindo um pouco das praias, outro lugar interessante para visitar são as vinícolas chilenas. Existem várias ao redor de Santiago, mas a mais famosa (e a que eu fui!) é a de Concha y Toro. Sentamos para tomar um vinhozinho, provar a degustação com queijos e visitar os barris e a plantação de uva. Se você tiver com um dinheirinho (!) sobrando, os dois vinhos mais reconhecidos de lá são o Don Melchor e o Alma Viva. Eu gostei muito do Trio branco bem gelado. E tem outros como o Casillero do Diablo, que são bons e mais em conta.

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6- Cajon del Maipo: O auge da viagem para mim, foi um lugar nas montanhas, a menos de uma hora de Santiago, que chama Cajon del Maipo. No meio desse lugar, tem uma represa maravilhosa chamada Embalse El Yeso. A dica é fazer supermercado no dia anterior (eu comprei queijos e vinhos incríveis) e levar para fazer um pic-nic na represa. Ela é bem deserta e tem uma paisagem impressionante. O acesso para lá não é nada fácil. É indicado ir de 4 x4. Mas, nós fomos de carro normal e a aventura ficou ainda mais legal. Tivemos até que cruzar um riozinho de carro! Pedimos um mapa da região e fomos seguindo, é meio off road. Não sei se hoje com o waze dá para chegar lá!

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Ainda em Cajon del Maipo, mais para frente da represa, tem um caminho de areia, que vai dar em umas piscinas naturais aquecidas com pedra de vulcão. Chama Termas del Plomo. É no meio do nada e é demais!
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7- Isla Negra e Algarrobo: Outro lugar interessante de visitar e onde fica mais uma casa do Pablo Neruda, que fica mais ao Sul de Santiago.
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Nós fomos e voltamos todos os dias de Santiago para esses lugares. O roteiro fico assim:
3 dias em Santiago
1 dia em Reñaca, Concon e Zapallar
1 dia em Cajon del Maipo
1 dias em Viña del Mar/Valparaiso e Concha y Toro
1 dia em Algarrobo e Isla Negra
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Enfim, passamos uma semana incrível por ali e recomendo muito todas essas visitas.

O que fazer em Barreirinhas – Lençóis Maranhenses

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Continuando a viagem pela Rota das Emoções, o próximo destino era Barreirinhas e os Lençóis Maranhenses. Paisagens maravilhosas, banho de rio e mar, muito sol e comida boa.

Barreirinhas é a cidade onde a maioria das pessoas que vai visitar os Lençóis Maranhenses fica hospedada, já que é onde tem mais estrutura, hotéis e restaurantes.

Nós ficamos hospedados 3 noites em Barreirinhas, no Hotel Porto Preguiças, e de lá fazíamos os passeios para conhecer melhor a região. Como nós fomos antes para Santo Amaro, não fomos em lagoas, nem fazer passeio nas dunas, saindo de Barreirinhas. Mas, para quem não vai a Santo Amaro, o ideal é fazer os passeios para conhecer os Lençóis por ali mesmo.

O que fazer em Barreirinhas – Lençóis Maranhenses

Passeio pelo Rio Preguiça

Fizemos esse passeio em um barco privado e rápido. Para quem enjoa em barcos, como eu, não se preocupe, o passeio de barco pelo rio é muito calmo e não enjoa nada!

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Nós saímos de taxi do hotel e fomos até o píer. De lá pegamos o barco do Seu Chico, um senhor muito figura, que nos levou para fazer todo o passeio.

O Rio Preguiça é muito lindo, largo e calmo. É incrível passear pelos mangues, principalmente para olhar as raízes que ficam expostas sobre o rio. Como a maré sobe e desce muito durante o dia, dá para ver as marcas  nas raízes, das diferentes alturas que a água do rio alcança. É muito legal!

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1- Nossa primeira parada nesse passeio foi em um banco de areia no meio do rio. No começo do dia ele era relativamente alto em algumas partes e podíamos caminhar pela areia. Parecia que estávamos andando sobre as águas. Ao longo do dia a água foi subindo e quando voltamos, no fim da tarde, o banco de areia já não existia.

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2- A segunda parada foi no povoado de Vassouras. É um povoado pequeno onde os barcos para para os turistas comerem, beberem algo, e usarem o banheiro. Mas, atrás do restaurante têm muitas dunas e uma paisagem linda. Tiramos várias fotos, entramos no rio e descansamos por ali. Nesse povoado também têm muitos macacos! Tem gente que adora…eu particularmente não sou muito fã deles.

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3- De lá seguimos para Caburé, um povoado localizado entre o rio e o mar. Uma delicia! Comemos no Restaurante Cabana do Peixe. Bem gostoso, principalmente o peixe do dia, que era anchova. Lá tem rede, sombra, água doce de um lado e mar do outro! Demais!

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4- Continuando o passeio, fomos para o Farol de Mandacaru. São 160 degraus, meio puxado, mas a vista lá de cima é linda. Dá para ver os lençóis, o rio e o mar. Vale a pena!

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Algumas pessoas fazem também o passeio de bóia pelo rio (duração é bem menor, mais ou menos 1 hora e meia) e depois visita esses lugares com o quadriciclo ou buggy. Nós achamos que não valeria a pena o passeio de bóis e resolvemos visitar de barco mesmo.

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De noite, voltamos para o hotel para a noite de réveillon. Vou fazer um outro post específico contando do Hotel Porto Preguiças e de como foi o Ano Novo por lá.

Passeio de quadriciclo pelas dunas

No dia seguinte de manhã vieram nos buscar no hotel com os quadriciclos. Saímos as 10 da manhã e voltamos só as 17:00! Foi o dia todo de passeio. É uma delícia dirigir pelas dunas, praias e trilhas. Estava um mega sol, mas mesmo assim vale muito a pena o passeio.

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No passeio de quadriciclo, fizemos uma parte pelas dunas dos lençóis e outra, pela praia. Passamos de novo por Caburé e tomamos banho de rio.

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É incrível pegar velocidade no quadriciclo! Mas é cansativo, não foi tão fácil assim! Ficamos expostos ao sol o dia todo e em alguns momentos dá uma dorzinha nas costas ou nas pernas! Mas, mesmo eu que tenho problemas nas costas, consegui levar numa boa. Vale a pena! A sensação de liberdade é incrível!

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Infelizmente era época de seca, então, não tinha lagoa. Mas,  se a paisagem já é maravilhosa assim, imagina, então quando está cheia! Ainda bem que antes de Barreirinhas conseguimos ir para Santo Amaro, se não, íamos acabar indo embora dos lençóis sem ver nenhuma lagoa :(

Quando forem decidir os passeios em Barreirinhas, perguntem se vão conseguir ver alguma lagoa. Porque se estiver em total época de seca, recomendo até passar o dia em Santo Amaro (mesmo sendo meio longe).

Voltamos para o hotel no final do dia e ficamos na piscina descansando, depois jantamos e fomos dormir cedo para seguir viagem no dia seguinte para o Delta do Parnaiba.

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Santo Amaro – Lençóis Maranhenses

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A grande maioria das pessoas que vai aos Lençóis Maranhenses fica hospedada em Barreirinhas e de lá faz todos os passeios pelos Lençóis. Alguns chegam a passar o dia em Santo Amaro, que fica dentro do Parque Nacional dos Lençóis, mas poucos realmente se hospedam lá. Nós decidimos passar uma noite em Santo Amaro e achamos que vale muito a pena, apesar da pouca estrutura da cidade.

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Santo Amaro fica a aproximadamente 4:30 horas de São Luis, na direção dos Lençóis Maranhenses; e fica a 2:35 horas de Barreirinhas. Então achamos que passar o dia por lá e depois voltar para dormir em Barreirinhas seria muito longe. Assim, resolvemos dormir uma noite em Santo Amaro e aproveitar a região, antes de seguir para Barreirinhas.

A razão pela qual decidimos ir a Santo Amaro é porque nós fizemos essa viagem em janeiro, época das secas, e nos tradicionais passeios que saem de Barreirinhas, as lagoas estavam todas secas. Já em Santo Amaro, conseguimos ver algumas lagoas maravilhosas e tivemos uma ótima experiência! Mas é importante ressaltar que a cidade é muito, muito simples e não tem muita estrutura para receber turistas.

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Caminho de São Luis a Santo Amaro

Saímos de São Luis de manhã cedo de carro e dirigimos por 2:30 horas até o povoado de Sangue, uma cidade pequena onde trocamos de transporte, abastecemos o carro e compramos água para o resto da viagem.

De lá pegamos uma jardineira 4×4 e fomos até Santo Amaro. Achei o máximo andar nessa jardineira! Ela é super confortável. Fomos em 4 pessoas na parte de trás do carro. Eles montam uma estrutura confortável, com bancos de couro na caçamba de uma Hilux 4×4.

O caminho De Sangue a Santo Amaro é bem legal! Cruzamos um rio de jardineira, e passamos por uma paisagem arenosa e com plantas desérticas. O caminho é bem roots, meio off road! E chacoalha bastante! Mas é bonito e divertido.

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O que fazer em Santo Amaro, nos Lençóis Maranhenses

Chegamos em Santo Amaro no meio da tarde, deixamos as coisas na pousada e fomos para a Lagoa das Andorinhas. Foi maravilhoso o passeio!

Não tinha ninguém além de nós 4! Então, tiramos muitas fotos, andamos por todas as dunas, entramos na água e nos divertimos muito!

Santo-amaro-lencois-maranhenses

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As dunas são lindas e a lagoa fica bem no meio de toda aquela areia. Estávamos lá na hora do por-do-sol, o que deixou a paisagem ainda mais bonita!

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Conversamos bastante com o Marinaldo, nosso guia, que nos explicou o que está acontecendo por lá. A famosa lagoa de Santo Amaro era a Lagoa das Gaivotas, mas, ela secou há alguns anos e uma nova lagoa se formou por ali: a Lagoa das Andorinhas. A verdade é que as dunas se movem de 15 a 20 metros por ano, segundo ele, o que altera muito a paisagem e a quantidade de água de cada lagoa. Assim, com esse movimentação da areia, as lagoas acabam também mudando de lugar.

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Os moradores da região estão fazendo diversas campanhas e trabalhando duro para impedir que as lagoas sequem completamente. É um tema um pouco polêmico porque por um lado eles querem preservar a Natureza e respeitar seu ritmo, por outro eles são apegados às lagoas existentes e não querem que elas sumam (pela sua beleza, mas também pelo turismo da região). Então, eles fazem manobras contra o Governo e tentam impedir que as lagoas sequem (criando barreiras e tentando controlar a movimentação da areia).

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Depois desse passeio maravilhoso, voltamos para a Pousada e ficamos por lá.

No dia seguinte, fomos para a Lagoa Murici. O caminho até lá é sensacional! Dunas enormes e paisagem maravilhosa. Na época de cheia deve ser ainda mais incrível!

A lagoa é demais. Ela fica no meio das dunas, como uma praia de água doce. Passamos a manhã toda por lá. Tinha pouquíssima gente, então, pudemos relaxar e aproveitar bastante! A água é morna, verde e transparente. Uma delícia! Paisagem de tirar o fôlego. Uma dica: perguntem ao guia de vocês se eles vão levar água e algo para comer. Nós, por sorte, tínhamos levado, mas não tem nenhuma estrutura para comprar nada. Estendemos a canga nas dunas e não tinha nada ao nosso redor.

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Saindo da Lagoa Murici, seguimos com a jardineira 4×4 até o povoado de Betânia para almoçar, e de lá, fomos direto para Barreirinhas.

De Betânia, demoramos uma hora até Sangue e mais uns 45 min até Barreirinhas.

Onde se hospedar, onde comer e estrutura em Santo Amaro

A cidade de Santo Amaro é realmente muito simples. As ruas são de areia fofa, as casas são de palha, a maioria dos lugares não tem nem água tratada.

Nós ficamos hospedados na Pousada das Areias. A Domingas, dona da pousada, foi bem atenciosa e deixou tudo organizado para nós. Mas, é importante ressaltar que a estrutura é realmente muito simples e acredito que muita gente não gostaria de se hospedar ali. A pousada é limpa e tranquila, mas não tem divisão entre o quarto e o banheiro, não tem água quente, nem água tratada, as paredes tem buracos (portanto, você ouve os outros quartos), não tem ar condicionado e faz muito calor. Apesar disso, eu particularmente gosto de ficar em lugares que retratam a vida e a cultura dos moradores locais, então, gostei de ter ficado lá por uma noite.

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Nós almoçamos em uma outra pousada chamada Água Doce, que tinha mais estrutura que a nossa. Tinha água quente e até wifi grátis. Comemos bem lá: peixe na chapa com purê, arroz, farofa e feijão. Acho que a Pousada Água Doce é uma boa opção para quem quer se hospedar em Santo Amaro.

Quando saímos de Santo Amaro, paramos em Betânia para comer. No geral, é um bom lugar para comer no caminho entre Santo Amaro e Barreirinhas. Mas, eu que sou fresca para comer, achei bem bizarro o que aconteceu no restaurante. O nosso guia pediu para escolhermos o prato de manhã, porque como eles demoram para preparar a comida no restaurante, a gente não ia ter que ficar esperando muito. As opções eram: galinha caipira ou cabrito. Pedimos galinha caipira. Quando chegamos no restaurante, o prato estava quase pronto. Ele vinha acompanhado de farofa, arroz, feijão e salada. Eu tenho muita aflição de comer algumas carnes, quando me lembram o animal “muito cru”. Como estava cheio de galinha e cabrito em volta do restaurante, eu não consegui comer e fiquei só no acompanhamento. Logo depois de nós, chegou um grupo de italianos que não tinha escolhido a comida com antecedência e a comida deles estava demorando horas para chegar. Eles me pediram ajuda para entender o que estava acontecendo e a moça que serve a comida disse que eles tiveram que ir atrás da galinha, para mata-la, depena-la e aí começar a preparar a comida. Quase morri quando ela falou isso! Imagina a minha cara tendo que explicar isso para os italianos!! Ainda bem que eu não comi, se não iria passar mal só pelo psicológico… não consigo imaginar comer a galinha que estava ali do lado. E como carne, frango e peixe e adoro! Mas, quando o bicho fica tão real ali do lado, não consigo comer mesmo!!

Enfim, apesar da pouca estrutura de Santo Amaro, os passeios são maravilhosos e eu achei que valeu muito a pena ficar um dia por lá!

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A nossa agência, Natur Turismo, não nos informou nada sobre a cidade ou a pousada, e acho que foi um grande erro deles porque acho imprescindível saber o que esperar da cidade para não se frustrar!

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Vale a pena passar o dia em Alcântara, saindo de São Luis?

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Alcântara estava nos nossos planos de viagem pela Rota das Emoções. A cidade é cheia de história e muito interessante. Então, parece simples decidir ir ou não à Alcântara, saindo de São Luis. Porém, a nossa experiência indo e voltando da cidade foi meio trágica, então, prefiro contar os fatos e vocês decidem se vale ou não ir até lá.

Ida e volta de São Luis a Alcântara

Para chegar de São Luis a Alcântara o melhor jeito é ir de barco. Teoricamente, de barco, em 1 hora e meia, você chega lá. Para ir de carro, nos disseram que demoraria aproximadamente 7 horas.

Então, contratamos a ida e volta pela Agência Natur (que fez todo o nosso pacote de viagem pela Rota das Emoções) e foi um desastre absoluto.
Nós contratamos todos os passeios da viagem privados, para um grupo de 4 pessoas. Mas, pelo que me justificaram depois, para Alcântara não tem como ir em barco privado. Então, nos colocaram em um barco lotado.

O barco se chamava Sabor de Mel e era super inseguro e desconfortável. Não tinham salva-vidas suficientes, grande parte das cadeiras eram no sol, as pessoas estavam apertadas, enfim, claramente não era uma boa ideia. Mas, não tínhamos outra opção, então fomos nele mesmo. No caminho, o motor do barco quebrou (porque colocaram diesel em vez de gasolina). Tivemos que ir bem devagar, contando com o vento… demorou 2 horas e meia para chegar. Balançou muito, molhou as pessoas que estavam no barco e foi péssimo.

Enfim, chegamos na cidade (e mais para frente conto a parte boa e o que tem para fazer por lá) e fomos passear.

Na volta, tanto nós, como as outras pessoas que estavam no barco da ida, pedimos para trocar de barco. Eles não deixaram e falaram que iriam consertar. Na hora de ir embora, claro que disseram que estava tudo certo. Mas, no meio do caminho de volta, o motor quebra de novo. Por sorte, estava ventando muito e chegamos até um certo ponto com rapidez. Mas, como estava sem motor, e a maré estava baixa, o barco atolou antes de chegar na praia e ficamos no mar, atolados e sem nenhum amparo. A mulher que guiava o barco é completamente sem noção e inconsequente. Falou que tinha resolvido e que estava tudo bem. Ficamos quase 2 horas atolados, esperando um resgate. Foi uma mega irresponsabilidade. Tinham grávidas, idosos e crianças dentro do barco. A Capitania dos Portos nunca deveria liberar um barco inseguro como aquele. Foi total furada.

Enfim, foi um começo de viagem que me fez perceber que talvez a nossa agência não fosse lá grande coisa… Então, pensando pela nossa experiência de ida e volta a Alcântara, eu digo que não vale a viagem. Mas, calma, não decidam ainda…. agora vem a parte legal para equilibrar 😉

O que fazer em 1 dia em Alcântara, Maranhão

1- Museu da Aeronáutica
A nossa primeira parada na cidade foi o Museu da Aeronáutica. Ele é bem simples e não tem muito o que ver, mas as explicações sobre o status do Brasil em relação a lançamento de foguetes, planos de satélites e etc, foi bem interessante. Percebemos que o planejamento não é o forte do nosso Governo (novidade, né?), nem quando se trata de assuntos aeronáuticos. Foi nessa base de Alcântara que teve a famosa explosão em 2003 e morreram 21 pessoas. E desde lá, não lançaram mais nada. Tinha um planejamento para lançamento em 2014, mas não deu certo.

2- Igreja dos Escravos
Sabem por quê existem tantas pessoas com o nome Raimundo Nonato no Nordeste? Os escravos acreditavam que o Santo Raimundo Nonato abençoava os partos das mulheres grávidas e o jeito de o retribuir era nomeando o filho em sua homenagem! Essa e outras curiosidades foram contadas por um guia local chamado João, que conhece as histórias e lendas locais. A Igreja é super simples, mas as histórias que ele conta são muito curiosas e valem a visita. No final da visita, ele nos mostrou também como eram as batucadas dos escravos.

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3- Igreja da Nobreza
Fica mais perto do mar e é bem bonita por fora. Não conseguimos visitar por dentro.

4. O que eu mais gostei em Alcântara, na verdade, foi andar pelas ruas e ouvir a história da cidade. Ela foi praticamente feita para uma visita do Dom Pedro II (por isso o nome Alcântara, em homenagem à família real). Eles prepararam toda a cidade para a visita, começaram a construir casas enormes e estruturaram tudo para receber a família do rei.

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O porém: Dom Pedro acabou não indo para lá. E assim, eles pararam as construções no meio, largaram tudo como estava e a cidade ficou eternamente marcada pela carência dessa visita. Então, quando você anda na rua, eles vão mostrando casas em ruínas que pertenciam aos partidos políticos da época e que estavam sendo feitas para impressionar Dom Pedro. Mas, as casas não estão em ruínas porque foram destruídas, elas nunca terminaram de ser construídas!

E em homenagem a essa visita que nunca aconteceu, todo mês de maio, eles fazem uma festa chamada a Festa do Divino. Essa festa dura 12 dias. Os moradores da cidade fazem banquetes em suas casas e abrem as portas para os visitantes e turistas. São eleitos um “imperador” e uma “imperatriz” que “reinam” até maio do ano seguinte. Todos usam roupas especiais, não pode usar roupa curta, nem repetir roupa. Também não pode ficar de braços cruzados (oi?).

Enfim, eles transformam a cidade para o evento, como se estivesse na época do Dom Pedro.

E enquanto passeávamos pelas casas e ruas históricas, o nosso guia foi contando as histórias e lendas locais. Adorei!

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Por fim, eu gostei muito de ter ido a Alcântara para conhecer esse lado histórico e visitar a cidade. Mas, a ida e volta para chegar lá foi um inferno! Nós demos azar porque tivemos muitos problemas com o barco. Mas, outras pessoas já comentaram que também demoraram muito para chegar e que acharam que para passar um dia, não valia a viagem.

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O que fazer em 1 dia em São Luis do Maranhão

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Fiz uma viagem incrível de São Luis do Maranhão à Fortaleza de carro. Passamos por Lençois Maranhenses, Delta do Parnaíba e Jericoacoara. Para acompanhar todos os posts dessa viagem, é só clicar aqui. Para saber como planejar a viagem completa pela Rota das Emoções, veja o post roteiro aqui.

O que fazer em 1 dia em São Luis do Maranhão

São Luis é uma cidade com potencial para ser charmosa, mas a conservação da cidade deixa a desejar.

Ela é cheia de história porque era habitada por indígenas, depois foi colonizada por franceses e portugueses, e fica na região Nordeste, portanto, seus costumes são uma mistura da cultura típica nordestina com a indígena e a européia. Ouvimos falar do bumba meu boi, comemos moquecas de camarão e vimos azulejos portugueses por todos os lados. É realmente fácil perceber as influências da cultura da cidade.

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Os azulejos portugueses pelas pequenas ruas do centro histórico são super charmosos e coloridos. O centro histórico é interessante e vale a pena ser visitado, mas poderia ser muito mais atrativo se tivesse restaurantes e bares conservados e se as fachadas fossem todas restauradas. Com certeza seria um lugar turístico melhor do que é hoje.

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Nós passamos só um dia na cidade, por isso, preferimos ficar hospedados no próprio centro histórico para otimizar o tempo. Mas, conseguimos jantar na parte mais moderna da cidade, onde estão diversos hotéis e restaurantes.

O que fazer no centro histórico de São Luis

1. Visitar a Catedral da Sé: quando chegamos na porta da Catedral, fomos abordados pelo Reinaldo, que nos engajou no papo e acabou fazendo um mini tour lá dentro. Foi bem interessante. A catedral era uma antiga igreja jesuíta, que foi construída pelos índios e inaugurada no ano de 1699. Depois da expulsão dos jesuítas ela passou a ser a catedral da cidade.

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2. Palácio dos Leões: é o edifício sede do Governo no Maranhão. Nós não entramos, só vimos por fora, mas ele fica no alto e tem uma vista bonita do mar, principalmente no fim da tarde.

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3. Caminhar pela Rua Portugal: cheia de lojinhas de artesanato. Passamos pela Casa das Tulhas, um espaço que parece um mercadão central, com botecos e lojinhas que vendem cachaça tiquirá (uma cachaça local roxa, feita de mandioca), farinha, guaraná jesus, entre outras coisas. É bem sujo e meio escuro, mas interessante de ver.

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4. Casa de Nhozinho – museu muito legal que conta sobre as diversas culturas que influenciam o artesanato e folclore local. Tem bonecos, roupas, objetos indígenas, diversas miniaturas de embarcações típicas da região, e muito mais. São 3 andares de uma casa e há um guia para acompanhar a visita. Eles contam também sobre os artistas e a arte maranhense. O nome do museu é em homenagem ao Nhozinho, que foi um artista renomado no Maranhão. A entrada é grátis.

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5. Andar pelas ruazinhas e becos do centro histórico para ver os azulejos portugueses. A parte que eu achei mais legal: quando sai do Palácio dos Leões, entra na rua ao lado do Banco do Brasil e desce em direção à Rua Portugal.

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Onde comer em São Luis:

Como nós ficamos apenas 1 dia na cidade, nós almoçamos no centro histórico e jantamos na “cidade moderna”.

No centro não encontramos muitas opções de lugar para comer, então almoçamos no Grand São Luis Hotel. A comida estava ótima. Pedimos um peixe ao molho de camarão e uma Caldeirada maranhense (de camarão). O pirão e peixe estavam excelentes. O serviço é meio devagar.

Para jantar fomos no restaurante Chapéu de Palha, fora do centro histórico. Tem mais de um, mas o que fomos é o da Avenida Litorânea. O restaurante é bem legal, grande, e a comida é muito boa. Pedimos carne seca de picanha com vários acompanhamentos. Comemos o arroz típico da região, pastel com geleia de pimenta e sobremesa: pavê de bem casado.

Onde se hospedar em São Luis:

Ficamos hospedados no Grand São Luís Hotel, muito bem localizado no centro histórico. Ele fica ao lado da Catedral da Sé e de lá dá para ir a pé a todos os outros pontos do bairro.

O hotel não tem nada de especial, mas é bom. O quarto é grande e confortável, os banheiros são limpos, com água quente e a comida do restaurante é muito boa.

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