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Viajar sozinha pela Europa: entrevista com Bia Gomes

viajar sozinha pela europa

Uma das coisas que mais mexe comigo é poder despertar nas pessoas a vontade de viajar, de conhecer culturas, de descobrir o diferente, de experimentar. Às vezes vejo pessoas com desejos de explorar o mundo, mas por medo, falta de tempo ou por não saber nem por onde começar, acabam deixando de viajar. Mas quando encontro alguém que conseguiu enfrentar essas dificuldades e se jogou no mundo, eu sinto como se fosse eu mesma viajando! E compartilhando essas experiências, eu quero despertar nos outros esse ímpeto de arrumar a mala e sair por aí.

Assim foi com a Bia. Eu a conheci quando era adolescente, mas nunca mais tínhamos nos encontrado. Recentemente trabalhamos juntas em um projeto e logo percebi que ela tinha histórias. E estava passando por um momento especial. Fomos tomar um café e ela me contou sua motivação em viajar e deixar tudo para trás por um tempo. Ela foi viajar sozinha pela Europa e curtir a própria companhia! Pedi para ela dividir aqui no blog, as alegrias e angústias dessa viagem. Espero que gostem e se sintam inspirados!

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Entrevista com Bia Gomes

P: Por que você decidiu viajar sozinha pela Europa?

B: Há uns 3 anos passei por grandes mudanças na minha vida e escutei por muito tempo dos meus amigos e parentes: você precisa ir viajar!
Acho que aos poucos fui amadurecendo isso dentro de mim! Fiz um curso de autoconhecimento em maio e foi o empurrão que faltava! Toda a coragem estava dentro de mim! Acordei um dia e pensei: quero ser uma  velhinha com histórias pra contar e não pensar que vivi a vida para pagar contas! Pedi as contas no trabalho, vendi meu carro e fui viajar sozinha pela Europa! Só com a passagem de ida e volta, 1 mala média e uma pequena, montes de livros e sonhos! (Confesso que li apenas um! E ainda dei alguns pelo caminho!)
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P: Quanto tempo você ficou viajando? Para quais lugares você foi?

B: Fiquei quase 3 meses viajando completamente sem roteiro pela Europa! Visitei a Alemanha, Dinamarca, Holanda, Suíça, Áustria, Hungria, Grécia, Itália, Vaticano, Portugal e Inglaterra!

P: Como você escolheu esse roteiro? Você planejou tudo antes ou foi sentindo o que queria fazer ao longo da viagem?

B: Eu tinha a casa de uma pessoa querida no norte da Alemanha que foi a minha base! Mas não fiquei lá mais de 15 dias!
Não tinha roteiro nenhum! Cheguei na Alemanha e comecei a pensar e planejar! Um amigo brasileiro estava em Copenhagen e me convidou para passar uns dias com ele: fui! De lá fui pra Amsterdam, que era o meu sonho maior da Europa! Lembro de acordar um dia e pensar “estou gostando muito daqui (Amsterdam)! Vou ficar mais 2 dias!”, estiquei a hospedagem e fiquei! Acordava, abria um mapa da Europa no celular e pensava… “Para onde eu vou?” E simplesmente ia! Essa liberdade foi transformadora!

Conheci muita gente do mundo inteiro, mas definitivamente me conheci de uma forma profunda e intensa. Estar longe de tudo e de todos faz com que você aprenda a lidar com as coisas de uma forma muito diferente.
Passei uns perrengues… claro! Nas primeiras estações que chegava lembro que tomava um chá de cadeira para conseguir chegar ao hostel… com o tempo fui ficando mais descolada!

P: Onde você se hospedava?

B: Fiquei em hostel na maioria dos lugares! E mesmo tendo conhecido muita gente, confesso que como estou um pouco mais velha essa parte é mais complicada…

P: O que você mais gostou de viajar sozinha pela Europa?

B: O que mais gostei foi a liberdade de escolher cada passo sozinha, sem me preocupar com nada além de mim mesma! Sentir o vento no rosto… e ser livre! Foi inexplicável a importância disso tudo pra mim!
Além disso, a forma como estar longe me aproximou da minha família foi mágica! ❤️
Até hoje temos o grupinho de whatsapp: “a viagem da Bia!” em que trocamos mensagem todos os dias! Minha família me apoiou e incentivou muito!

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P: E o que você menos gostou de viajar sozinha pela Europa?

B: Sinceramente, apesar de ter ficado tanto tempo viajando, acabei não conhecendo muito bem os lugares em que estive… é até engraçado, afinal foram quase 3 meses… mas me permiti não fazer aqueles roteiros exaustivos de turista… eu vivi um pouco cada cidade… e acabei não vendo tudo o que queria… mas essa parte nem é tão ruim porque assim vou ter que voltar!

P: Quais os prazeres e dificuldades de viajar sozinha?

B: O prazer é um pouco do que falei antes… a liberdade de escolher ir pra direita ou esquerda…  a hora que quiser e como quiser… até conheci pessoas que queriam passar o dia junto…. e eu gentilmente falava: podemos encontrar a noite pra jantar? Porque realmente queria poder mudar a qualquer momento… ver um lugar legal e parar… Quando você está com outras pessoas precisa conciliar as vontades!

As dificuldades: eu sou muito apegada a amigos e família e senti muita saudade, de algumas pessoas em especial! Chorei fazendo o passeio no canal de Amsterdam, vendo coisinhas em Budapeste… foram poucos momentos assim, mas eles existiram! Até postei uma foto no Instagram dizendo isso: não é 100% do tempo de alegria! Fiz até alguns facetimes chorando com a minha mãe pra desabafar as coisas que sentia! (E imagino o aperto no coração dela aqui no Brasil!)

E fiquei muito muito grudada com a minha irmã! A cada dois dias ela me mandava uma mensagem dizendo o quanto sentia a minha falta! Acabamos ficando ainda mais próximas.

E o que mais senti falta? De abraços de verdade! Sofri com isso! Porque é diferente um abraço com amor né?
Uma coisa boa foi que em algumas cidades fiquei em casa de amigos, e não sei explicar porque mas acabei indo em todas elas mais para o final da viagem, quando já estava bastante cansada. Me senti acolhida por eles… Milão, Londres, e Cascais! Foram os meus “lares” de verdade! Eles não fazem a menor idéia do que fizeram por mim nos dias em que estive com eles! Foi muito importante mesmo esse carinho! Lembro de agradecer a um amigo de Londres por ter cochilado a tarde no sofá na casa dele! A gente aprende a dar valor para coisas muito muito simples!

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P: Você quer contar alguma história ou dar uma dica específica para o Xplora?

B: Quando estava na Suíça, fui em um local que tinha um gramado e um lago com pessoas tomando sol. Levei uma canga e deitei para escrever no meu diário de viagem! Eis que levei uma picada de abelha! E sou ALÉRGICA! Depois de 2 dias, quando estava em Viena comecei a ter uma reação. A minha perna ficou o dobro do tamanho, quente, dolorida, áspera… tive que pegar mais leve e esperar melhorar pra viajar de novo. Fiquei lá quase uma semana! Acabei me apaixonando pela cidade! Fiz uma amiga da Turquia e fui muito feliz por ali. Mas foi um susto! E se eu não tivesse ficado tanto tempo talvez não conhecesse essa amiga querida, que ainda foi comigo pra Budapeste.

Outra coisa que me marcou foi que muitas pessoas me perguntaram o que eu aprendi e vivi na viagem Mas, algumas simplesmente não perguntaram. Disseram que viram em mim… Acho que eu estava transbordando alegria e mostrando de coração aberto o que estava vivendo e sentindo.
O que mais marcou para mim em toda essa experiência foi a coragem de ter ido viajar sozinha pela Europa sem planos e me permitir viver aqueles momentos. Isso ninguém nunca vai tirar de mim! A emoção de ver tanto! No mundo e em mim! Foi inesquecível! Agora fico aqui sonhando e planejando as próximas…

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Viajar sozinha pela Ásia – Entrevista com Isadora Coelho

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Eu estou num momento de autoconhecimento, de mudar de profissão, de me redescobrir. Por isso, toda semana tenho marcado cafés com pessoas inspiradoras. Em um desses cafés reencontrei uma amiga, a Isadora, uma pessoa que irradia alegria e boas energias. Ela estava partindo para a Ásia para viajar sozinha por diversos países da região!

Agora que a viagem está quase acabando, pedi para ela escrever um post para o Xplora contando um pouco da viagem e das motivações que a levaram a viajar sozinha e explorar a Ásia. Espero que gostem!

Entrevista com Isadora Coelho

P: Por que você decidiu fazer essa viagem para a Ásia e por que sozinha?

I: São muitos aspectos envolvidos nessa decisão. Mas, eu diria que o principal motivo para a viajar sozinha pela Ásia foi minha vontade de crescer, explorar e aumentar meu auto conhecimento. Estou em um momento de reflexão e muitas mudanças na minha vida. Resolvi dar um break sabático para repensar meu caminho profissional e meus relacionamentos.

Quando decidi fazer essa viagem pensei muito que gostaria que ela fosse uma viagem “contemplativa”, um momento para “lamber minhas feridas”. Mas, como tudo na vida, a viagem está sendo bem diferente do que esperava. Está sendo mais intensa e mais forte (no sentido de descobertas) do que “zen” e tranquila como eu imaginei.

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P: Por quanto tempo você vai viajar? Para quais lugares?

I: No total serão quase 2 meses de viagem. 56 dias para ser exata :)
Lugares visitados:
Tailândia: Bangkok, Phi Phi Island, Ao Nang, Chiang Mai, Chiang Rai, Koh Samui (para um retiro de yoga)
Vietnã: Ho Chi Minh City, Hoi An, Ha Long Bay e Hanoi
Laos: Luang Prabang
Camboja: Siem Reap e Sihanoukville
Cingapura
Dubai

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P: Como você escolheu esse roteiro? Você planejou tudo antes ou está sentindo o que quer fazer ao longo da viagem?

I: Eu busquei muitas dicas online, li trocentos blogs, pedi ajuda em fóruns e montei uma estrutura de roteiro inicial. Mas fui apenas com as duas primeiras semanas da Tailândia programadas, já que estava nesse momento com duas amigas. Daí em diante queria decidir tudo “on the go”. Mudei várias coisas do meu roteiro inicial e apesar de estar insegura antes de sair, foi extremamente fácil fazer isso ao longo da viagem. Aliás, as facilidades para turistas aqui no Sudeste Asiático são impressionantes, assim como a segurança para uma mulher viajando sozinha.

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P: Por que escolheu o Sudeste Asiático para essa viagem?

I: A escolha pela Ásia partiu da minha alma. Quando comecei meu processo terapêutico, alguns vários anos atrás, minha psicóloga pediu que eu levasse uma peça do meu armário por intuição para uma sessão. Levei uma sandália que comprei em Roma e que era um pouco étnica. No nosso processo, ela pediu para que eu fechasse os olhos e visse para onde esse objeto me levaria e ele me levou para os mercados flutuantes asiáticos, provavelmente algum tailandês. Na época não conhecia ninguém que tivesse ido ou que tivesse me contado em detalhes sobre uma experiência dessas, então só posso entender isso como um chamado.

Além disso, tenho uma forte conexão com o Reiki, com as filosofias budistas e hinduístas e queria descobrir mais sobre esse outro mundo, me aprofundar nesse universo.

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P: Quais os prazeres e dificuldades de viajar sozinha?

R: Eu já tinha viajado sozinha antes, mas por curto espaço de tempo. Dessa vez realmente estou vendo os sabores e dissabores desse tipo de aventura. Pelo lado positivo, é muito mais fácil conhecer gente, se conectar com novas culturas e fazer amizades. Além disso, você tem toda a liberdade para fazer tudo no seu timing, do seu jeito e da maneira que mais te agrada.

Pelo lado dos dissabores, tem momentos que você está mais vulnerável e queria ao seu lado seus familiares e amigos amados. Estive doente em lugares que mexeram comigo e acabei não fazendo amizades, me senti muito sozinha e triste nesses dias.

Outro ponto difícil é que você que está decidindo tudo, então, se algo não sai dentro da sua expectativa não tem ninguém a culpar a não ser você mesma. Por isso, tem que se controlar para não ficar muito na nóia e levar os perrengues de uma forma mais tranquila.

Por último, algo que é bom e ruim de viajar sozinha são os momentos de reflexão… é uma oportunidade incrível para se auto observar e avaliar seus pensamentos. Bom por esse lado, mas ruim porque às vezes acaba se deixando levar por um flow de muitos pensamentos já que são muitas e muitas horas consigo mesma no silêncio.

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P: Até agora, o que você mais gostou e menos gostou da viagem?

R: Difícil escolher! Mas diria que o que mais gostei foi da Tailândia (acho que praias paradisíacas perto de Phi Phi, o mercado flutuante e Chiang Mai). Gostei muito também dessa cidadezinha do Vietnã chamada Hoi An. Foram momentos mágicos vividos nesses lugares: muitas cores, cheiros, sensações. Acho que a Ásia é muito sensorial e isso me encanta demais! Esses lugares foram os que mais despertaram todos os meus sentidos. Confesso também que Cingapura com seu luxo, sua segurança e mix de pessoas incríveis e inteligentes também me fez ter vontade de ficar por lá!

O que menos gostei foi de Sihanoukville no Camboja. As praias são suuuuuper sujas, consequência de muita pobreza e de uma história extremamente triste (recente genocidio vivido no país). Ainda que não gostei objetivamente do lugar e de ter sido o que fiquei menos bem acomodada em todos os aspectos, acho que ele representou um momento importante para mim e me fez repensar em muitas coisas do que quero contribuir para o futuro e como quero lidar com a minha sombra. Por isso, não sei se o correto é dizer que não gostei. Foi o lugar que mais me tirou da minha zona de conforto.

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Dicas da Isadora para o Xplora

1. Vistos são super fáceis, mas vale checar e organizar antes de sair do Brasil. Ponto importante: para o Vietnã se você fizer o e-visa, vale pagar a taxa de agilizar a fila e cuidado, pois ele tem uma data de início fechada. Perdi um voo por isso. Ah e na Tailândia é um pouco confusa a chegada, vá direto para o Health Control.

2. Os apps são seus melhores amigos na decisão de viagens feitas em cima da hora. Booking.com (depois de várias reservas você vai se transformar em genius e aí tem 10% em várias acomodações), trip advisor, skyscanner, blinkist para ler resumo de livros, bom e velho Google maps. E aí vale muito a pena comprar chip apenas com internet em todos os destinos. A dureza vai ser se controlar para não ficar o tempo todo conectado, mas a diferença de fuso ajuda nesse sentido.

3. Se puder compre um Kindle, eu quis trazer vários livros e acabei pedindo para minhas amigas levarem de volta da Tailândia, porque o peso é chato de carregar e você acaba ficando com poucas opções sem o Kindle.

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4. Mala ou Mochila: isso foi um dilema para mim e acho que é uma decisão extremamente pessoal e depende do tipo de viagem que você vai querer fazer. Eu senti que estava num meio termo que era difícil definir: não era mochileira, mas também não era do luxo (nas duas primeiras semanas fomos um pouco mais do luxo).

Possivelmente poderia ficar em hostels, mas preferia hotéis, mas tinha ilhas e muitas paradas, então o que fazer?
Bom, decidi por uma mala de 23kg e não me arrependi. Levei mala dura e com um sistema de organização dela que mantive durante toda viagem. Achei que foi fácil demais, como meu armário portátil. Usei muitas lavanderias ao longo da viagem. Levar vários acessórios me ajudou a enjoar menos das roupas. Acho que foi a mala mais bem pensada da minha vida.

Porém não tive espaço para comprar, não queria ficar carregando o peso! Isso pode ser frustrante porque aqui é ótimo comprar, então talvez numa próxima viagem, eu traria ainda menos coisas, tipo 15kg numa mala de 23. Ahh e dá para pagar sua bagagem em todos os voos. Eles são flexíveis nos que já tem bagagem de 20kg inclusos, só paguei excesso 1X e foi baratinho.

5. Entregue-se a diferentes experiências: aula de culinária, passeio em tours de um dia, escaladas, diferentes tipos de comida. Me descobri demais nessa jornada. Fiz o que meu coração estava pedindo em cada momento, fiz até muito nada, o que também foi ótimo.

6. Conversar com pessoas que são diferentes de você: a minha maior descoberta aqui é que tem muuuita gente aventureira no mundo e vivendo um estilo de vida tão livre e ainda assim trabalhando e vivendo bem. Vários digital knowmads por aí… fiquei com muita vontade! Vou achar uma maneira de incentivar ao máximo as pessoas a fazerem um período sabático e enxergarem que tem tantas possibilidades nessa vida. Meu primeiro passo é essa entrevista aqui! Espero ter podido inspirar um pouquinho algumas pessoas 😉
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Entrevista com Bárbara Almeida – Intercâmbio em São Petersburgo, na Rússia

Essa semana eu conversei com a Bárbara Almeida, estudante de comunicação da ESPM, que trabalha, no SABIAR e morou alguns meses em São Petersburgo, na Rússia (pela AIESEC) fazendo trabalho voluntário por lá. Ela me contou sobre o que ela mais gostou e menos gostou nessa experiência e deu algumas dicas para quem quer visitar o país. Confiram!

Entrevista com Bárbara Almeida – Intercâmbio em São Petersburgo, na Rússia

P: De onde surgiu a ideia de ir para a Russia?

R: Primeiramente eu escolhi o tipo de intercâmbio que gostaria de fazer. A minha vontade não era viajar para ter aulas, mas sim para fazer alguma coisa que me agregasse mais, que fosse diferente, e além disso, tinha muita vontade de fazer trabalho voluntário, e conhecer mais a essência das pessoas e da cultura. Procurei a AIESEC (organização estudantil que organiza intercâmbios pelo mundo) e dentre as opções que eles me ofereceram, a Russia foi o país que mais me chamou atenção. Não sei dizer exatamente o motivo, mas um deles foi o fato de ser um país também multi-cultural, com várias diferenças em relação ao Brasil, e que não oferecia tantos “riscos” quanto as outras opções. Além disse, por ficar na Europa, eu imaginei que teria também a possibilidade de conhecer outros países próximos, o que realmente aconteceu.

P: Em que cidade você ficou hospedada? Que outras cidades vocês conheceu na Rússia?

R: Eu fiquei em São Petersburgo, que fica na parte mais ‘européia’ da Rússia, e também conheci Moscou.

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Catedral de São Basilio, Moscou

P: O que você adorou da Russia?

R: Hmm, eu gostei de várias coisas… São Petersburgo é uma cidade simplesmente maravilhosa para quem curte arquitetura, história, arte e cultura, é super rica. Eu adorava andar pela rua meio sem rumo e buscar por novos museus, igrejas, exposições… Outra coisa que eu amei foram as docerias e cafés, eles têm uns docinhos e quitutes deliciosos, e além disso são lugares super legais pra ficar nas tardes frias de inverno.

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Igreja savior on the spilled blood – São Petersburgo

P: Teve algo que você não gostou na Rússia?

R: Eu não gostei nada do clima “pesado” que a gente sente por parte das autoridades, tipo a polícia… Senti que lá existia um medo meio generalizado, eu me sentia até intimidada e ameaçada, sempre com receio de estar fazendo alguma coisa errada. E achei isso bem contraditório, porque, por outro lado, eu também não me sentia muito segura. Acho que essa foi a parte que eu menos gostei no país.

P: Qual foi o maior choque cultural?

R: Essa resposta é um pouco parecida com a anterior. Com certeza o maior choque cultural foi o jeito de lidar com as pessoas! Os russos se comportam de uma maneira completamente diferente de nós brasileiros…eles são mais frios e fechados. Lá não é comum dar risada ou brincar com os amigos em ambientes comuns como o metro ou os supermercados, as pessoas são muito mais contidas. E se você age de maneira diferente é até repreendido por alguns. Eu acho isso bem compreensivo, eles tiveram uma história pesada e cruel e, além disso, o frio do país pode se refletir no comportamento das pessoas, mas, pra mim, foi um pouco difícil essa adaptação.

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Em frente a livraria “dom knigi”, a mais famosa de São Petersburgo. Lá é também onde fica o famoso café singer

P: Qual sua dica para os viajantes que vão para a Russia?

R: Bom, antes de tudo eu acho que tem que fazer um bom planejamento, principalmente para quem vai à Sao Petersburgo, que é uma cidade cheia de atrações. Tem que dar uma pesquisada nos lugares mais legais, listar e tentar seguir um roteiro, senão não dá tempo mesmo! Além disso, acho que é bem legal tentar se aprofundar na culinária deles, que é bem peculiar e tem coisas incríveis para oferecer…tem que deixar de lado os fast foods e as grandes redes e procurar os restaurantes locais…mesmo os simplezinhos!

Uma outra recomendação importante: assistir um ballet no Mariinsky ou no Bolshoi. É incrível!

Mas se eu tivesse que dar recomendações de lugares para visitar, eles seriam: o Tsarskoe Selo (Palácio de Caterina, perto de São Petersburgo), que acho que é o lugar mais lindo que já fui na vida, e o Eleseyev Emporium, uma doceria super famosa em São Petersburgo. Eu me sinto na obrigação de recomendá-los!

Espero que tenham gostado!

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Entrevista com Manuela Colombo, do Conexão Cultural

Conversei com a querida Manuela Colombo, paulistana que criou o Conexão Cultural junto com a Paola Cayubi. A Manu me contou sobre o que é o Conexão e sobre o que ela mais gosta e menos gosta na cidade de São Paulo.

Ela é uma daquelas pessoas que você conhece e logo já gosta dela. Super carismática, esperta e sempre disposta a ajudar! Uma pessoa para inspirar =)

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Entrevista com Manuela Colombo, do Conexão Cultural

1- Qual sua idade e formação?

Tenho 30 anos e sou ex-advogada e atual ativista urbana, co-fundadora do Conexão Cultural.

2- O que é o Conexão Cultural?

Uma organização que atua com a ocupação criativa de espaços públicos e de espaços culturais, especialmente em São Paulo, mas temos um braço no Rio de Janeiro também e projetos que envolvem outros estados brasileiros. Muitos projetos são em parceria com o CafeNaRua, que desenha projetos de design e vivências urbanas. Mais sobre nossos projetos você encontra no nosso site e na nossa fanpage (albuns).

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3- De onde veio a ideia de criar o Conexão?

Veio da nossa vontade de trazer novos patamares de interação social e cultural e também de conectar as pessoas com a criatividade, com artistas e coletivos interessantes, com os espaços públicos e culturais da cidade, trazendo mais inspiração para o cotidiano.

4- E pessoalmente, o que você mais gosta de fazer em São Paulo?

Andar e conhecer cantinhos interessantes em bairros paulistas, comer comida de rua, andar de bicicleta, usar os parque e praças, ouvir música ao vivo e experimentar novos lugares.

5- Qual você acha que é o maior problema da cidade de São Paulo?

O transporte público ainda é limitado e deficiente. O metrô e trem funcionam muito bem, mas não conectam a cidade toda, e os ônibus ainda oferecem muita dificuldade para quem quer se deslocar para pontos distantes. Falta mais investimento em ciclovias fixas também.

6- E para terminar, qual a sua dica para os leitores do Dica da Dri?

Usar a cidade, cuidar do espaço público, repensar as formas de lazer e de interação com nossos vizinhos, amigos e até com desconhecidos, fugir de shoppings e dos carros o máximo possível.

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Volta ao mundo: entrevista com Maria Paula e Rafael

Conversei com a Maria Paula e o Rafael, um casal que fez uma viagem de volta ao mundo por 1 ano (2012/2013). Eles contaram para o Dica da Dri como foi o planejamento da viagem e diversas experiências dessa longa jornada! Eu amei a viagem deles e fiquei morrendo de vontade fazer uma viagem de volta ao mundo. Espero que vocês gostem!

Entrevista com Maria Paula Oliveira e Rafael Custodio – Volta ao mundo

1- Por que vocês decidiram largar tudo e ir fazer uma viagem de volta ao mundo?

Dri, primeiro, nunca gostamos dessa expressão “largar tudo”.  Parece que fazer uma viagem de volta ao mundo é uma loucura, um devaneio. Quando nada mais é do que uma decisão de vida. Quase que invariavelmente, quando contávamos a alguém que iríamos passar um ano dando a volta ao mundo por um ano, a reação era a mesma: vocês vão largar tudo?

Não estávamos largando nada. Estávamos abraçando novas coisas, agregando às nossas vidas um incrível repertório de conhecimento sobre culturas, pessoas, ideias, lugares, histórias…enfim, experiências.
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Parece que é apenas uma questão linguística, mas não é. É de perspectiva. Quando decidimos fazer nossa volta ao mundo, pensamos do que estávamos ganhando, e não do que estávamos deixando. No fim, isso muda forma como você encara uma mudança – seja ela qual for. Você aceita o ônus e o bônus de suas escolhas.
Mas, respondendo à sua pergunta: nós decidimos fazer uma viagem de volta ao mundo para conhecer o mundo. Estávamos precisamos de um intervalo da vida corporativa e da vida em São Paulo, queríamos muito viajar mais, e decidimos fazer isso enquanto somos jovens e antes de termos filhos. Não há o momento certo. Nós fizemos o nosso momento. Simples assim.
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2- Como vocês decidiram o roteiro?

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Primeiro, escolhemos uma data: 01/07/12. Pesquisamos livros, sites, amigos, pessoas que já haviam feito viagem semelhante. Quando você começa a pesquisar, vê que não é uma ideia tão maluca assim, que muita gente bacana já fez, e que existe um universo de informações sobre o assunto.

Traçamos a rota básica focando em três objetivos:
  • Visitar diferentes culturas
  • Viver a partir de nossas economias
  • Seguir o verão, para não precisarmos carregar bagagem de frio.

3- Qual foi o roteiro?

Julho (2012) a Outubro – Europa: Portugal, França, Itália, Suíça, Holanda, Alemanha, República Checa, Hungria, Ucrânia, Rússia, Noruega, Finlândia e Turquia.

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Novembro: fizemos um safari na África, acampando e viajando de caminhão por quase 8 mil quilômetros. Conhecemos África do Sul, Namíbia, Botswana e Zimbabwe.

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Dezembro a Fevereiro (2013): fizemos uma pausa da “viajação”, morando por três meses na Austrália.

Março e Abril: Sudeste Asiatico, Butão e China.

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Maio e Junho: Costa leste e o centro dos EUA.

4- Quais foram os lugares que vocês mais gostaram? Por que?

Sabe aquele livro “Comer, Rezar, Amar”? Ele não precisaria ser escrito pela experiência de Liz Gilbert em três países diferentes. Bastaria que ela tivesse ido à Turquia. Encontramos lá o ponto de convergência entre esses três atos tao fundamentais à nossa vida. Do povo caloroso, à comida fantástica, às paisagens de surreal beleza.

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Também gostamos muito da Austrália, pela qualidade de vida e pelo clima.
E claro, amamos o Sudeste Asiático, pela rica cultura e pelos pequenos preços. Achamos que os brasileiros ainda precisam descobrir essa região, e evitar concentrar seus roteiros (e seus Reais) somente nos EUA e Europa.

5- Tem algum lugar que vocês se arrependeram de ter ido? Por que?

Nenhum, de verdade. Claro que há países que foram mais difíceis, especialmente pela adaptação cultural ou pela comida, como Ucrânia e China. Mas ao mesmo tempo são esses países e povos que nos ensinam as mais valiosas lições de humildade e valorização da diversidade.

6- O que você viram de mais diferente culturalmente?

A China, sem dúvida, foi o país mais diferente. Hábitos que para nós ocidentais são básicos, como fazer fila na porta do banheiro, não existem na China. Não que eles furem filas, eles simplesmente desconhecem esse conceito. Entendi que em um país de 1,3 bilhão de pessoas, se não for dessa forma, meio que cada um por si, você não come e não vai ao banheiro.

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7- Teve algo que deu errado na viagem?

Nada muito importante. Claro que tivemos alguns perrengues, como um trem horrível no interior da Ucrania, ou umas correrias para não perder voos, mas no fim, tudo deu muito certo. Ah, mas tivemos muitos anjos da guarda que nos ajudaram em momentos cruciais. Como a Francesa residente em Hanoi, no Vietnã, que nos emprestou dinheiro para pagarmos o visto na fronteira do país. Ou a Chinesa que nos ajudou a encontrar nosso hostel em Beijing, quando o taxista nos largou no meio da rua, perdidos.

8- Qual a dica de vocês para quem está planejando uma viagem de volta ao mundo?

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Defina a data da partida. Planeje o que der, economize o que der, mas não abra mão da data. Viaje leve e esteja aberto a viver a beleza do mundo.

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Roupas que foram escolhidas para a viagem. Separadas e etiquetadas. Prontas para ir!

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Lua-de-mel no Tahiti e Atacama, por Dina Vainzof

Essa semana conversei com a Dina Vainzof sobre a incrível lua-de-mel dela para o Atacama, no Chile, e para o Tahiti: uma mistura de praias lindas com caminhadas e aventura. Fiquei com vontade de casar de novo só para fazer essa viagem! Espero que gostem!

Lua-de-mel no Atacama e no Tahiti

Por Dina Vainzof

P: Qual foi o roteiro da sua viagem de lua-de-mel?

R: Visitamos durante a lua-de-mel o Tahiti e o deserto do Atacama. Nosso roteiro foi o seguinte:

– Papeete (1 noite – não tem como fugir por causa dos horários de voo)

– Moorea (3 noites)

Bora Bora (3 noites)

– Santiago, Chile (1 noite – também por causa da logística)

Atacama (3 noites)

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P: Como vocês decidiram para onde iam viajar na lua-de-mel?

R: Nossa decisão acabou sendo por exclusão. Casamos no início de novembro e sabíamos com certeza que queríamos destinos de verão. Além disso, no início, o Dani, meu agora marido, achava que só ia conseguir tirar 1 semana de férias, então as opções eram restritas: Ásia, Caribe ou Polinésia Francesa. Até tínhamos vontade de ir para Tailandia, mas seria muito tempo de avião para pouco tempo em terra firme. E o Caribe, os dois já conheciam e por isso não animamos muito.

Em um sábado de manhã aleatório começamos a brincar de olhar o mapa mundi no google e nos apaixonamos pelas fotos de Bora-Bora. Depois disso a idéia não saiu mais de nossas cabeças! E apesar de também ser longe, 1 semana seria o suficiente no Tahiti (até porque só existe 1 vôo por semana para lá).

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Quando o Dani descobriu que poderia tirar mais uma semana de férias incluímos o Atacama no roteiro. Como a passagem para o Tahiti é pelo Chile, seria o destino mais fácil de incluir. Além disso tínhamos recebido muitas boas recomendações de lá, e visto fotos lindas, então ficamos animados.

P: Em qual mês vocês viajaram e como estava o clima?

R: Casamos no sábado, dia 02/11, e o voo para o Tahiti sai de Santiago todas as terças-feiras. Logo, nossa lua-de-mel começou na 2ª feira. Isso foi ótimo, pois no dia seguinte do casamento nós dois estávamos quebrados, então deu para descansar um pouco mais, ver a família e fofocar sobre o casamento antes de viajar!

No Tahiti a baixa temporada começa dia 1 de novembro (para a nossa sorte!). Muitos não recomendam ir para lá a partir do meio de Novembro pois começa o verão, trazendo junto a temporada de chuvas. Na verdade, durante a semana em que estávamos lá deu para perceber uma diferença grande no clima, que foi ficando mais nublado e chuvoso a cada dia que passava. Ainda assim, faz bastante calor (totalmente suportável) e acabamos pegando chuva só umas 2x durante a viagem. Mesmo assim, não iria para lá depois de 15/nov, acho meio arriscado.

No Atacama também é verão nessa época. Por ser um deserto o clima é super seco todo o tempo, com muuuito calor durante o dia e frio a noite. Como a região é montanhosa a temperatura varia bastante a depender da altitude em que você está (chegamos a pegar -7C em um dos passeios).

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P: Em quais hotéis vocês ficaram hospedados na lua-de-mel? O que eles tinham de especial? Vocês recomendam?

R: Em Papeete e Moorea ficamos no Intercontinental, que é muito bom, nada a reclamar. Em Bora-Bora optamos pelo Four Seasons, o que foi uma das melhores decisões da viagem! Apesar de ser um pouco mais caro que os demais, ele fica no lugar mais bonito da ilha e é simplesmente fantástico! Os bangalôs em cima da água tem pelo menos 100m2 e são lindos!!! A cama era uma das melhores em que já dormi! Todos os bangalôs tem uma banheira bem na beirada com vista para fora, algo simplesmente incrível!

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No nosso caso, como estávamos de lua-de-mel ainda nos deram um upgrade (o que significa melhor localização do bangalô) e nosso quarto tinha vista para montanha e pôr-do-sol, um visual indescritível. O serviço lá também foi impecável, todos muito simpáticos e prestativos e dando a todo momento mimos para você se sentir a rainha da Inglaterra! Nos quartos já tem snorkel e o hotel emprestava de graça stand-up paddle e caiaques. O concierge foi ótimo, mas vale ligar lá quando tiver planejando a viagem para já reservar alguns passeios e restaurantes (sei de gente que teve problemas em marcar algumas coisas mais exclusivas).

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A escolha do hotel é muito importante em Bora-Bora, pois você basicamente passa o dia todo no hotel, então é importante que tenha uma infra bacana. O único meio de acesso à ilha principal é por barco e os hotéis geralmente te cobram para isso (muito bem cobrado diga-se de passagem… quase $100 por casal!).

No Atacama ficamos no Tierra Atacama, a melhor surpresa da viagem! Estamos apaixonados por esse hotel, recomendo de olhos fechados! O hotel é rústico e lindo, todo novinho e funciona no esquema all-in. E de fato é all-in mesmo!!! A diária inclui todas as refeições (uma mais deliciosa que a outra! Nada parecido com esquema buffet de navio..), bebidas (inclusive vinhos) e passeios (1 ou 2 por dia, a depender da duração). Sou bastante chata e não tenho 1 reclamação sequer desse hotel. Além disso os guias são ótimos e sempre ao final dos passeios te esperam no destino com bebidas geladinhas, toalhas e algo para comer.

(Para reservar e saber mais detalhes dos hotéis mencionados pela Dina, clique no nome deles nos parágrafos acima).

P: Quais os lugares que mais gostaram da viagem de lua-de-mel e por que?

R: Bora-Bora é fenomenal pela beleza natural do local e pelo hotel em que ficamos, que era fantástico! Recomendo muito fazer o passeio de jet sky pela ilha, todos os tipos de mergulho e a dar uma volta na ilha principal. Ou mesmo ficar de pernas para o ar o dia todo, tomando sol, nadando e apreciando a vista maravilhosa do bangalô!

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Confesso que quando saímos de Bora-Bora estávamos receosos com o Atacama. E por isso foi a nossa maior surpresa!!! O Atacama é impressionante!!! TEM QUE IR!!! Eu mesma quero voltar pois achei 3 noites pouco para lá. As paisagens do deserto são divinas e os passeios oferecidos pelo hotel muito legais!!! Fizemos um passeio de bicicleta de 18 km até um salar maravilhoso, um hiking de 2,5h num lugar impressionante até chegar a umas piscinas termais, uma cavalgada, visita aos geisers (imperdível) e um passeio pelo Vale de la Luna para ver o pôr-do-sol!!! Tem opção para todos os gostos, das mais relax as mais aventureiras.

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As fotos dizem mais que 1000 palavras!! Sem contar que toda vez que chegávamos no destino a equipe do hotel já estava te esperando com uma bebida geladinha e algo para comer. Os guias são de altíssimo nível, muita gente jovem e aventureira, com papo interessante. Fora isso o hotel tem piscinas, jacuzzi com vista para o vulcão e um spa ótimo, que nos deu de presente uma massagem para casal e o uso da jacuzzi do spa com champagne e morangos com chocolate – o que mais alguém pode querer???

Fora isso, achamos a combinação de Tahiti + Atacama muito boa para lua-de-mel, pois deu para relaxar muito no Tahiti, curtir praia e descansar… e logo em seguida começamos um ritmo mais acelerado e aventureiro do Atacama que casou super bem!

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P: Teve algo que deu errado ou algum mico na lua-de-mel?

R: Não diria que foi um mico, mas se voltasse no tempo teria tirado Moorea do roteiro e ficado 6 noites em Bora-Bora, que é infinitamente mais bonita. Não me entendam mal, quando chegamos em Moorea ficamos de queixo caído com a beleza do local. E fizemos passeios legais por lá: um mergulho com arraias e tubarões e alugamos uma moto para percorrer toda a ilha, o que foi bem legal. O problema é que quando você chega em Bora-Bora o parâmetro muda radicalmente!!! É de longe o lugar mais lindo que visitei, nunca vi uma cor de água tão bonita, deu dor no coração ir embora! Outra opção é visitar outras ilhas do Tahiti, são várias e acho que vale a pesquisa para fugir do roteiro óbvio.

Outro mico na minha opinião foi o restaurante Vila Mahana. Tinha lido ótimos reviews, e conseguir uma reserva lá é super difícil, precisa de muita antecedência. Como gosto bastante de conhecer bons restaurantes, acabamos abrindo mão de um jantar no hotel (que já estava incluso no pacote) para ir lá. Eles tem 2 menus degustação, um de 100 e outro de 150 Euros. Se quiser wine pairing custa mais 35 Euros. Pegamos um de cada provar tudo. Honestamente, não foi a comida mais incrível que já provei e por esse preço esperava algo infinitamente melhor do que me foi servido. Dos 5 pratos que provei apenas 1 estava sensacional. Além disso saímos de lá quase explodindo de tanta comida (isso que 1 dos pratos levamos para viagem pois já não cabia mais nada!). Overpriced e overrated! Nem preciso dizer que meu marido quis me matar por ter insistido em ir lá!

P: Algum restaurante da lua-de-mel que vocês gostariam de recomendar?

R: Sim, o do hotel Tierra Atacama!! Comida deliciosa todos os dias!!! Usam ingredientes locais e variam o cardápio a cada refeição. Tem sempre uma opção mais natureba, mas sempre deliciosa. Nunca antes tinha visto o Dani empolgado com quinoa! Hahaha

Em Moorea fomos uma noite num pé-na-areia (literalmente) chamado Coco D’isle que surpreendeu! O lugar é super simples e serve comida local (mas tem um cardápio gigante para todos os gostos). As porções são imensas e a apresentação dos pratos um show a parte! Comemos um Poisson cru de entrada, prato mais típico do Tahiti (ceviche de atum com leite de coco) que estava dos deuses – o melhor que comemos no Tahiti. Podiamos ter parado aí, mas dividimos também um curry de camarão que estava uma delícia. E super barato para os padrões locais! Além disso o dono do restaurante te dá carona de ida e volta até o hotel!

P: Qual a dica de vocês para os leitores do Dica da Dri que estão planejando a viagem de lua-de-mel?

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R: – Na correria dos preparativos para o casamento não deixem para programar a lua-de-mel no último minuto, como aconteceu comigo… Isso deixa o preço bem mais salgado e te dá menos tempo de pesquisar opções “fora-da-caixa”.

– Digo e repito: Mais Bora-Bora, menos Moorea!

– Peguem meia-pensão em Bora-Bora! Os restaurantes dos hotéis são caros e sair para jantar também é caro por causa do transporte. Vale a pena já incluir café-da-manha e jantar no pacote para aliviar as despesas durante a viagem.

– Achamos muito bom misturar um destino mais “relax” como Tahiti com outro mais “aventura” como o Atacama. Isso obviamente depende do gosto de cada um, mas essa combinação deixou nossa viagem muito gostosa!

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– Não tenham vergonha de pedir todos os mimos que alguém em lua-de-mel merece: upgrades, champagne no quarto, massagens de graça no spa, etc: FUNCIONA!

– Tomem também cuidado justamente por estarem de lua-de-mel. Muita gente cai em furadas porque fica naquele clima de “ah, é lua de mel, porque não?”. Exemplos: jantar exclusivo na beira do mar em Bora-Bora, café-da-manhã no caiaque…

– Aproveitem muito para descansar de toda emoção do casamento e namorar bastante, é uma viagem única!!!

Está planejando a sua lua-de-mel, veja aqui outras dicas boas de lugares para ir e de hotéis para lua-de-mel.

Fica a dica!

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Entrevista com Adriana Lotaif – Pipó, lua-de-mel surpresa, Roma!

Lua-de-mel surpresa, empresa de pipoca, casamento em Itacaré, segredinhos de Roma.

Essa semana conversei com a Adriana Lotaif, uma amiga querida, que acabou de lançar a Pipó, uma marca de pipoca gourmet. A Adriana também já morou em Roma e é uma amante das viagens. Ela vai contar um pouco para vocês sobre seu empreendimento e suas viagens preferidas. Espero que gostem!

Entrevista com Adriana Lotaif

1. De onde surgiu a idéia de lançar uma marca de pipocas gourmet?

Eu sempre amei pipoca! Em casa comemos pipoca na sopa, na salada e até no jantar! No início do ano passado eu saí do mercado com um desejo enorme de criar um projeto, e abrir a minha empresa. Pensei comigo: “Preciso trabalhar com algo que eu AME muito…” e em seguida pensei: PIPOCA!!

Eu sou publicitária, especializada em Marketing de Luxo, e resolvi unir a minha experiência em branding com essa paixão, criando uma marca de Pipoca Gourmet.

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2.  Quais são os principais sabores?

São 6 sabores, sendo 3 salgados: Trufa Branca, Lemon Pepper, Curry & Mostarda e 3 doces: Canela Cristalizada, Caramelo & Flor de Sal, Caramelo Coco & Noz Pecan. Todos muito diferentes e com personalidade!

3. Onde elas estão sendo vendidas?

Hoje vendemos Pipó nos principais empórios em São Paulo: Santa Maria, Santa Luzia, Emporium São Paulo (Afonso Brás e Jurema), Varanda, St. Marché (Morumbi) e estamos com um Shop in Shop dentro da Arezzo Temp Store nos Jardins.

Estamos também na Casa Carandaí (RJ), Casa dos Frios (Recife) e Olik (Teresina) e também é possível comprar online através do site: www.ibacana.com.br

4. Além de trabalhando duro na Pipó, você está planejando seu casamento em Itacaré, certo? Por que você escolheu casar em Itacaré?

Eu e o Digo não somos muito tradicionais e AMAMOS estar na natureza e viajar.

Procurávamos um lugar diferente e mágico para ser palco de um momento tão especial. A primeira opção era Fernando de Noronha! Rs, mas achamos que era complicado demais. Então escolhemos a Bahia, terra abençoada por Deus que tem uma energia única e especial!

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5. E para onde vocês vão viajar na lua-de-mel? Por que vocês escolheram esse lugar?

Se eu contar que não faço a menor ideia, você vai acreditar? Que noiva maluca que não sabe pra onde vai na lua-de-mel?
Bom, desde o primeiro ano de namoro, nós temos um ritual onde toda noite de reveillon o Digo me surpreende com um hotel diferente. Eu nunca sei onde vamos passar a última noite do ano! Como esse ano a lua-de-mel vai ser no reveillon, resolvemos ampliar a surpresa!! A viagem toda será uma surpresa, a única coisa que sei é que vamos via Zurich :)

6. E de todas as viagens que você já fez, qual foi a sua preferida? Por que?

Essa pergunta é dificil… Eu AMO viajar mais que tudo e meus pais tem uma agência de turismo, o que sempre alimentou ainda mais essa paixão!

Acho que posso citar duas viagens muito importantes na minha vida.

A primeira foi uma viagem de um ano, quando eu morei em Roma. Digo que foi uma viagem porque eu não parei de sassaricar durante esse ano. Além de viajar a Itália inteira, fui pra Espanha, Turquia, Grécia, Portugal, Alemanha, França, Inglaterra, República Tcheca. E morar em Roma é como morar em um filme, parece um sonho!

A outra viagem maravilhosa que vou destacar foi para Jordânia e Israel. Eu tenho origem árabe e o Digo é judeu. Fomos com a minha mãe para esses dois países em fevereiro desse ano e eu fiquei completamente encantada com tudo. Israel é um país surpreendente! É super desenvolvido e ao mesmo tempo preserva com muito cuidado tanta história e cultura. Essa viagem foi ainda mais especial porque o Digo me pediu em casamento na fronteira de Israel com o Líbano, para honrar e pedir a benção dos nossos ancestrais! Foi muito emocionante e absolutamente inesquecível.

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7. Como foi morar em Roma? Você tem alguma dica de algum cantinho especial da cidade que poucas pessoas conhecem?

Tenho!! Um segredinho que adoro e sempre levava as minhas visitas queridas para conhecer!

Chama “Il Buco” que significa “o buraco” em italiano. Trata-se do buraco de uma fechadura em uma porta que fica em cima de um morro cheio de casas sofisticadas em Roma. É um bairro nobre, arborizado e uma delícia. Poucas pessoas conhecem, por isso a fila nunca é muito grande. Você entra na fila, sem saber porque, mas fica curioso para entender porque aquelas pessoas estão olhando dentro do buraco de uma fechadura. Quando você se abaixa e faz a mesma coisa, descobre uma linda imagem: a cúpula principal da Basílica di San Pietro! É a coisa mais linda :)

adriana-lotaif-roma

8. Você acha que o fato de você tem estudado em escola bilingue influencia sua vontade de viajar e conhecer o mundo?

Acho que sim. Desde pequena o fato de eu entender o que as pessoas diziam e conseguir me comunicar, fez com que eu tivesse segurança e vontade de desbravar o mundo. Acho que a lingua pode ser uma barreira grande na hora de viajar. O fato de ter sido alfabetizada em inglês e convivido com crianças de todo o mundo desde pequena, me abriu muito a cabeça para outras culturas, costumes e valores.

9. Se você tivesse que dar uma dica para os leitores do Dica da Dri sobre qualquer tema, o que você diria?

Eu diria para ouvir sempre o coração e acreditar nos próprios sonhos. E claro, pra viajar MUITO SEMPRE e viver intensamente!

Veja também outras entrevistas do Dica da Dri com pessoas interessantes ligadas a turismo e gastronomia.

Fica a dica!

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